O suíço Roger Federer e o sérvio Novak Djokovic são os principais favoritos no Open da Austrália, primeiro torneio do 'Grand Slam' em ténis da época, que vai decorrer em Melbourne Park, onde ambos já conquistaram seis títulos.

O líder do 'ranking' ATP, Djokovic, e o terceiro classificado, Federer, chegam a território australiano para tentar igualar os sete troféus de Serena Williams em contextos diferentes e com a garantia de não se defrontarem, de acordo com o sorteio, na primeira semana do torneio, agendado entre 14 e 27 de janeiro.

Enquanto o helvético, de 37 anos, venceu o Open da Austrália nas últimas duas edições, atingindo assim os 20 títulos do 'Grand Slam', e fez a sua preparação na Hopman Cup sem ceder qualquer 'set', o sérvio, de 31 anos, não conseguiu superar as segunda e quarta rondas em 2017 e 2018, respetivamente.

No arranque desta temporada, Djokovic perdeu ainda na final do torneio de exibição de Abu Dhabi e nas meias-finais do ATP 250 de Doha frente a Robert Bautista Agut, provavelmente o último adversário do escocês Andy Murray que, após o Open da Austrália, pode terminar a carreira.

Djokovic detém, ainda assim, seis troféus do 'major' australiano (2008, 2011, 2012, 2013, 2015 e 2016), para um total de 14 títulos do 'Grand Slam', e protagonizou uma segunda metade de 2018 ao mais alto nível, conquistando os últimos dois torneios do 'Grand Slam' da época e 'roubando' a liderança do 'ranking' a Rafael Nadal, que não joga oficialmente desde a desistência nas meias-finais do US Open, por lesão no joelho direito.

No confronto direto, além da vantagem (25-22) em termos globais, Novak Djokovic venceu os últimos três encontros no Open da Austrália (2008, 2011 e 2016), perdendo apenas o primeiro, em 2007, para Roger Federer.

E na estreia na 107.ª edição do Open da Austrália, o sérvio mantém ainda a teórica vantagem de defrontar um jogador oriundo do 'qualifying', numa metade do quadro discutida igualmente pelo alemão Alexander Zverev, que venceu o ATP Finals 2018 (o mais prestigiado torneio depois dos 'majors'), pelo austríaco Dominic Thiem e, entre outros, pelo japonês Kei Nishikori.

Além do suíço, com encontro marcado com Denis Istomin (99.º ATP), a metade inferior do quadro será disputada ainda pelo espanhol Rafael Nadal, que vai tentar lutar para recuperar a liderança do 'ranking' ATP, pelo grego Stefanos Tsitsipas e, entre outros, pelo búlgaro Grigor Dimitrov, que vai jogar o primeiro 'major' na companhia do novo treinador, André Agassi, quatro vezes campeão na Austrália.

Na competição feminina, Serena Williams é a jogadora mais temida e credenciada em prova. Dos 23 títulos do 'Grand Slam', sete foram conquistados em Melbourne Park, onde, em 2018, não defendeu o estatuto de campeã, alcançado, pela última vez em 2017, quando já estava grávida.

Depois de ter sido finalista em Wimbledon e no US Open, na época passada, a norte-americana tem fortes possibilidades de igualar os 24 'majors' de Margaret Court, mas, para tal, terá de começar por ultrapassar, na primeira ronda, a alemã Tatjana Maria (71.ª WTA).

A dinamarquesa Caroline Wozniacki, por sua vez, também regressa à Austrália para defender o título conquistado há um ano, tal como a romena e líder do 'ranking' WTA Simona Halep, finalista em 2018, mas que está sem treinador, e a alemã Angelique Kerber, campeã em 2016.

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