Os tenistas portugueses Pedro Sousa e Frederico Silva revelaram hoje que já esperavam o cancelamento de Wimbledon, terceiro ‘major’ da temporada, face à pandemia da COVID-19, que já infetou perto de 866 mil pessoas em todo o mundo.

“Recebi o comunicado oficial do cancelamento de Wimbledon, mas já estávamos a contar com isso há mais tempo. É uma notícia triste, mas compreensível”, frisa Frederico Silva, número 193 do ‘ranking’ ATP.

Tal como o jogador das Caldas da Rainha, Pedro Sousa acredita que o anúncio do All England Club, entidade organizadora do torneio do 'Grand Slam', que seria disputado entre 29 de junho e 12 de julho, “não apanhou ninguém de surpresa.”

“Este ano eu estaria, provavelmente, à porta do quadro principal e iria ter chances para, somando mais alguns pontos, entrar. Mas, ainda assim, tinha previsto jogar o ‘qualifying’, até porque nessa semana não estava previsto mais nenhum torneio, embora esta fosse uma decisão mais ou menos esperada”, frisa o lisboeta.

Frederico Silva, assim como Sousa, tinha previsto jogar a fase de qualificação de Wimbledon, aquele que considera “um torneio muito especial para muitos jogadores e fãs da modalidade”, por isso não esconde ter recebido “uma notícia triste” sobre o seu “torneio preferido do 'Grand Slam'”.

“Numa situação como esta de pandemia, que não deixa muitas opções aos organizadores”, considera Frederico Silva, o prolongamento da suspensão do circuito ATP até 13 de julho acaba por ser “uma consequência inevitável” do cancelamento de Wimbledon.

“Sem se jogar um dos maiores e mais importantes torneios do mundo, não faria sentido que fosse permitido fazer-se outros torneios”, explica Silva.

Já Pedro Sousa, 110.º colocado na hierarquia mundial, coloca algumas reticências em relação à previsão do circuito ATP ser retomado em julho, por considerar que “13 de julho, se calhar, ainda vai ser cedo”.

“É uma situação triste, mas triste para toda a gente. Não podemos fazer a nossa vida normal, não podemos jogar ténis. Vinha a fazer bons resultados e tinha boas expectativas, mas isso agora tem que ser colocado em segundo plano. O mais importante é ultrapassar esta fase o mais rapidamente possível para voltarmos à nossa vida normal”, sublinha o número dois português.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia de COVID-19, já infetou mais de 865 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 43 mil. Dos casos de infeção, pelo menos 165 mil são considerados curados.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, que está em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril, registaram-se 187 mortes e 8.251 casos de infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

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