A Assembleia da República lamentou hoje a morte do piloto de motociclos Paulo Gonçalves, no passado dia 12, considerando que o desporto nacional fica mais pobre mas o seu legado perdurará.

“Com a sua morte o desporto nacional fica mais pobre, mas o seu legado enquanto atleta e ser humano perdurará como referência nos anais do motociclismo português”, refere o voto de pesar, proposto pelo presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, e aprovado por unanimidade.

O piloto português Paulo Gonçalves, de 40 anos, morreu na sequência de uma queda na 7.ª etapa do rali Dakar, na Arábia Saudita.

Nascido a 5 de fevereiro de 1979, era natural de Esposende e tornou-se piloto profissional aos 17 anos.

“Internacionalmente reconhecido pela sua camaradagem, sempre pronto a ajudar os colegas em dificuldades, Paulo Gonçalves foi distinguido com vários prémios `fair-play´, de que se destaca o Prémio Ética no Desporto que lhe foi atribuído, em 2016, pelo Instituto Português do Desporto e da Juventude”, assinala o voto.

O parlamento destacou a “expressiva carreira desportiva” do piloto português, que se sagrou campeão mundial de ralis de todo-o-terreno em 2013 e alcançou o segundo lugar no Dakar 2015, “pertencendo ao lote restrito de pilotos que competiram nos três continentes (África, América do Sul e Ásia)”.

"Todos nós sentimos o falecimento" de Paulo Gonçalves, disse Ferro Rodrigues, propondo à câmara um aplauso, em homenagem ao piloto.

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