Miguel Oliveira terminou este domingo o terceiro e último dia da primeira bateria de testes oficiais de pré-temporada de MotoGP na 11.ª posição, a apenas quatro décimos de segundo do mais rápido do dia.

Pela primeira vez em seis dias de trabalho na Malásia, o piloto português baixou do segundo 59 ao rodar na sua melhor volta em 1.58,764, a apenas 415 milésimos do francês Fabio Quartararo (Yamaha), o mais rápido do dia, e à frente do espanhol Marc Márquez (Honda), campeão em título.

"Hoje concentrámo-nos em fazer voltas rápidas com o melhor conjunto de peças que encontrámos ao longo dos testes. Consegui o meu melhor tempo com os pneus normais da Michelin e não com nenhum modelo especial, como alguns dos pilotos que ficaram à minha frente", explicou o piloto de Almada, que conseguiu o melhor registo do dia logo na quarta das 22 voltas efetuadas ao traçado malaio.

"Quando montei um pneu macio na traseira não conseguimos melhorar, mas estou contente com o ritmo demonstrado", disse o piloto português, que na véspera não tinha baixado dos dois minutos.

Este domingo foi o dia em que Miguel Oliveira rodou menos voltas, também porque acusou alguma fadiga no ombro direito, operado em novembro.

"O ombro começou a dar algumas queixas devido à fadiga natural de serem já seis dias de testes intensos com este calor. Ainda tenho algum trabalho pela frente para deixar o ombro conforme acredito que possa estar para a primeira corrida", explicou o piloto da KTM Tech3, que bateu em todos os dias os novos pilotos da equipa austríaca, o sul-africano Brad Binder e o espanhol Iker Lecuona.

Oliveira acredita que "ainda há potencial para melhorar a mota", mas, nesta altura, "a diferença face ao ano passado é enorme".

Há um ano, o português estava a 1,710 segundos do piloto mais rápido dos testes de Sepang.

Miguel Oliveira regressa à ação de 22 a 24 de fevereiro, na segunda bateria de testes de pré-temporada, agora no Catar.

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