O português Joaquim Rodrigues Jr. (Hero) desceu hoje ao terceiro lugar do Panafrica Rally, prova de preparação para o rali Dakar de todo-o-terreno, depois de ter sido quarto classificado na segunda etapa.

O piloto de Barcelos demorou 3:15.20 horas a cumprir os dois setores seletivos da tirada, com 230 quilómetros cronometrados, terminando com 6.48 minutos de atraso para o vencedor, o francês Michael Metge (Sherco).

O piloto da Hero teve a tarefa de abrir a pista, depois da vitória no prólogo, no domingo, descendo ao terceiro lugar, a 4.18 minutos do líder.

"Foi um dia positivo e duro, ao sair em primeiro e abrindo pista nesta segunda etapa. Mas estou muito contente por conseguir partir e chegar à meta em primeiro lugar", explicou o barcelense, que não foi apanhado em pista.

No entanto, como os pilotos saem com um intervalo de dois minutos entre si, acabou por ser ultrapassado na tabela de tempos por Metge e pelo espanhol Lorenzo Santolino (Sherco).

"Amanhã [terça-feira], teremos um dia ainda mais duro pela frente, mas vamos na luta", vincou o melhor dos portugueses presentes, após uma especial que teve 45 quilómetros de dunas.

O luso-germânico Sebastian Bühler (KTM) foi o 10.º, depois de ter sido quinto na véspera, a 3.18,8 minutos do vencedor, apesar de um problema mecânico que condicionou o seu andamento.

"A dada altura tive um problema no disco de trás da mota e tive de fazer 80 quilómetros sem travão. No abastecimento solucionei o problema. O saldo é positivo porque o objetivo é treinar e ganhar ritmo, por isso acho que foi um bom dia", referiu à chegada o jovem piloto de 24 anos.

Já Mário Patrão (KTM) parou quase duas horas no meio das dunas, ao quilómetro 108 da especial, para ajudar dois adversários que estavam caídos.

"Estava a decorrer como planeado, sem erros de navegação, quando encontrei dois pilotos acidentados. Estamos numa competição, mas em ocasiões como esta não pensamos noutra coisa que não seja prestar todo o auxílio possível até que a equipa médica chegue. Infelizmente demoraram cerca de 1:40 horas a chegar, o que é uma eternidade e me deixou apreensivo e com menor concentração para cumprir o resto da etapa", explicou.

O italiano Alessandro Botturi (Yamaha) acabou por ser transportado ao hospital mais próximo, em Errachidiah, "por precaução", explicou a organização, mas sem mazelas de maior.

Fausto Mota (Husqvarna) foi o 14.º mais rápido do dia.

Na terça-feira, disputa-se a segunda etapa, com cerca de 300 quilómetros, 290 dos quais cronometrados.

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