O francês Stéphane Peterhansel (Mini) admitiu esta quarta-feira que a melhoria na comunicação com o co-piloto português Paulo Fiúza foi um dos segredos para a sua primeira vitória na edição 2020 do Rali Dakar de todo-o-terreno, na quarta etapa.

"O meu co-piloto e eu estamos a começar a comunicar de forma mais serena e precisa, pelo que está a melhorar", disse o piloto francês, no final da etapa que ligou Neom a Al-Ula, na Arábia Saudita, país que acolhe a 42.ª edição do rali.

No início da prova, o piloto francês queixou-se de dificuldades em entender as notas ditadas por Paulo Fiúza em inglês, pois estava habituado a “ouvi-las em francês".

Stéphane Peterhansel estava, por isso, satisfeito pelo resultado.

"Sabe bem, depois de todos os problemas nos primeiros dias. Ainda tivemos um furo, que nos custou algum tempo. Não foi uma especial perfeita, mas sabe bem vencer", sublinhou o piloto da Alsácia, em declarações à organização.

O vencedor da etapa de hoje queixou-se, ainda, de "mais pedras do que o esperado nos últimos 60 quilómetros".

Com este triunfo, Peterhansel igualou o sul-africano Giniel de Villiers (Toyota) como os dois únicos pilotos a conseguirem vitórias em três continentes diferentes (África, América do Sul e Ásia) no Dakar.

A dupla luso-francesa gastou 4:04.34 horas para cumprir os 453 quilómetros da especial que ligou Neom a Al-Ula, com um total de 672 quilómetros, deixando o segundo classificado, o qatari Nasser Al-Attiyah (Toyota) a 2.26 minutos, e o espanhol Carlos Sainz (Mini), líder da prova, a 7.18.

Com 13 vitórias (seis em motas e sete em automóveis), Peterhansel é o recordista de triunfos competição.

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