As canoístas Teresa Portela e Joana Vasconcelos exultaram hoje com o inédito apuramento de um K2 500 português para a final de um Mundial, conseguido em Montemor-o-Velho.

"Tinha vontade de fazer isso em Portugal com a Joana. Esse era o nosso principal objetivo. Sabíamos que era um desafio difícil", congratulou-se Teresa Portela, que não tripulava K2 em Mundiais desde 2006.

Na regata das medalhas, sábado às 13:04, Teresa Portela entende que o resultado é imprevisível, tal o equilíbrio de tempos registado.

"Acho, realmente, que vai ser tudo muito disputado. Podemos ficar muito perto do pódio ou sermos nonas. Não era tentar proteger-me, mas o nosso objetivo era mesmo ir à final. Estamos muito contentes", vincou.

Teresa Portela e Joana Vasconcelos foram terceiras na sua série, cumprindo a prova em 1.41,737 minutos, menos 2,475 segundos do que as neozelandesas Lisa Carrington e Catlin Ryan, as campeãs do Mundo, que bateram as húngaras Anna Kárázs e Danuta Kozak, por 1,085.

Joana Vasconcelos destacou as "boas sensações" da tripulação que agora trabalha com Hélio Lucas, técnico de Fernando Pimenta, destacando a "excelente prova" realizada.

"Agora, na final, só espero que consigamos aplicar tudo o que temos feito nos treinos, onde tudo nos tem corrido superbem. Era um sonho estar na final com as melhores", assumiu.

Joana Vasconcelos já tinha feito história nos Jogos de Londres2012 quando foi à final de K2 500 com Beatriz Gomes, tendo sido sextas.

"É sempre diferente, e o Mundial é por norma mais forte do que nos Jogos Olímpicos", defendeu.

A dupla acredita ainda que este bom desempenho, que as poupa de uma semifinal, vai beneficiar o K4 500, no qual se juntam a Francisca Laia e Francisca Carvalho, não só pelo menor desgaste físico, mas também pela injeção de confiança.

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