O diretor geral das modalidades do Sporting, Miguel Albuquerque, pronunciou-se ontem sobre as agressões de que foi alvo no Pavilhão Dragão Caixa durante o 'clássico' de hóquei em patins, e implicou dois dirigentes portistas pelo clima de elevada hostilidade à comitiva leonina, assim como a flagrante falta de segurança na zona reservada ao Sporting em que não houve um único ARD de protecção.

Recorde-se que no passado sábado, durante o 'clássico' de hóquei em patins entre FC Porto e Sporting, Miguel Albuquerque e a sua esposa foram agredidos em pleno Dragão Caixa por um adepto portista que conseguiu 'escapar' à identificação da polícia presente no local.

Através da sua página na rede social Facebook, o dirigente do Sporting identificou os principais responsáveis pelas cenas lamentáveis num recinto desportivo e não teve problemas em justificar as acusações que faz a José Magalhães e Adelino Caldeira.

"José Magalhães, diretor do andebol do FC Porto, e o seu amigo Adelino Caldeira, administrador da FC Porto SAD, são os verdadeiros culpados das agressões que se verificaram", escreveu Miguel Albuquerque.

"O Sr. Magalhães andava a ameaçar os responsáveis do andebol do Sporting, garantindo que quando os dirigentes do Sporting CP se deslocassem ao Dragão Caixa iriam, segundo as suas palavras, 'ser apertados pelos índios'", acrescentou Miguel Albuquerque para depois descrever o que se passou o último 'clássico' de hóquei em patins entre FC Porto e Sporting.

"Durante toda a 1ª parte, adeptos do FC Porto, colocados ao lado da zona reservado ao Sporting, foram agredindo verbalmente todos os presentes...Rapidamente essas pessoas chegaram junto a mim, tentando agredir-me, e em acto contínuo e cobarde, um adepto do FC Porto, devidamente identificado com a camisola do clube, desferiu um murro no olho da minha esposa, que tentava separar a confusão que de repente se instalou. Deixo uma pergunta: Numa zona reservada ao Sporting CP como é possível não existir um único ARD de protecção a essa zona?", frisou Miguel Albuquerque para depois passar ao ataque a Adelino Caldeira, conhecido administrador da SAD do FC Porto.

"Logo de seguida surge o Sr. Adelino Caldeira, qual bom samaritano, pedindo muita desculpa pelo sucedido. Contudo, enquanto se justificava pedia para afastarem o agressor do local de forma a que o mesmo não fosse identificado pela PSP. O Sr. Adelino Caldeira é um velho conhecido do desporto nacional, ele e as suas práticas pouco ortodoxas, mas é um facto que eu pensava que condutas destas muito utilizadas nos anos 80 já tinham passado de moda. Pelos vistos não. Talvez um dia ainda sejamos testemunhas do regresso do Guarda Abel. O cinismo e a falsidade são algo que nunca larga as pessoas sem carácter. Deixo um repto ao Sr. Adelino Caldeira: Identifique o agressor pois pela pressa com que o tirou daquela zona para não ser identificado deve ser um seu conhecido!", atirou Miguel Alburquerque.

"Quanto à arbitragem do jogo de hóquei em patins, irei a partir de amanhã analisar lance a lance. Os meus jogadores sabem bem do que estou a falar e os telefonemas que receberam na última semana! E este é o momento para ponderarmos uma denúncia sobre o carrossel telefónico dos últimos sete dias", frisou ainda Miguel Albuquerque.

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