A Associação Europeia de Clubes de Hóquei em Patins (EHCA) manifestou-se hoje a favor do encerramento da Liga Europeia 2019/20 e do adiamento para 2022 do campeonato da Europa de seleções, que devia ser este verão em França.

“Resignamo-nos se o World Skate Europe tomar a decisão de encerrar a Liga Europeia 2019/20 sem finalizar desportivamente a prova”, assume a EHCA, quando falta jogar a última jornada da fase de grupos, os quartos de final e a ‘final-four’.

Esta posição foi tomada depois do World Skate Europe ter pedido uma opinião quanto ao que deve ser o desfecho das competições europeias para a época em curso.

A EHCA assume que os clubes “estão cientes da necessidade de manter paralisadas as principais atividades desportivas”, recordando que em Itália e em França as competições nacionais já foram dadas como concluídas.

“As datas de reinício da atividade desportiva são, neste momento, desconhecidas. Também não é possível saber as fases desse reinício de competição e em que condições poderão ser realizadas, uma vez que essas questões estão nas mãos das autoridades competentes”, justifica o organismo.

Os clubes querem começar a preparar já a próxima época, um dos motivos pelos quais desejam que o Europeu de seleções, previsto para julho em Roche sur Yone, em França, seja disputado somente em 2022.

“Dessa forma, evitaria sacrificar ainda mais os jogadores num calendário que se espera que seja muito apertado em 2021”, justifica a EHCA, falando sobre um ano que vai ter o mundial em San Juan, Argentina.

O organismo “congratula” ainda a nova direção da World Saque Europeu Rink Hocky, encabeçada pelo português Agostinho Silva.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 211 mil mortos e infetou mais de três milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 832 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 948 pessoas das 24.322 confirmadas como infetadas, e há 1.389 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram, entretanto, a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

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