O holandês Fabio Jakobsen venceu hoje ao ‘sprint’ a 21.ª e última etapa da Volta a Espanha em bicicleta, num circuito em Madrid que consagrou o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que conseguiu a maior vitória da carreira.

Jakobsen, que já tinha vencido a quarta tirada, cumpriu os 106,6 quilómetros entre Fuenlabrada e Madrid em 2:48.20 horas, batendo sobre a meta o irlandês Sam Bennett (BORA-hansgrohe), segundo colocado, e o polaco Szymon Sajnok (CCC), terceiro.

Roglic confirmou hoje, no circuito de consagração em Madrid que encerrou a 74.ª edição da Volta à Espanha, a primeira vitória da carreira em ‘grandes Voltas’, à frente do espanhol Alejandro Valverde (Movistar), vencedor da ‘Vuelta’ em 2009 e, desta feita, segundo posicionado, e do compatriota Tadej Pogacar (UAE Emirates), terceiro.

Num dia em que os vencedores das classificações, por tradição, bebem champanhe e desfrutam de um dia mais calmo, dado o traçado plano, a corrida ‘deu para tudo’, até para um pedido de casamento, do espanhol Jesús Ezquerra (Burgos-BH), entregando um anel à namorada, a seguir no carro da equipa.

No final, a diferença fez-se por uma roda, com Jakobsen a triunfar sobre Bennett e a igualar as duas vitórias que o irlandês tinha conseguido, depois de um trabalho do argentino Maximiliano Richeze, que levou à quinta vitória da Deceuninck-Quick Step nesta 74.ª edição.

“Foi um trabalho de equipa que consegui finalizar. (...) O Richeze é dos melhores neste tipo de trabalho. A 150 metros, procurei uma abertura. Esta foi a minha estreia em ‘grandes voltas’, foi difícil. Esta é a maior vitória da minha carreira, vencer aqui em Madrid e com a camisola de campeão holandês”, atirou Jakobsen, que arrancou a temporada ao vencer a primeira etapa da Volta ao Algarve.

Para Roglic, que também teve no Algarve um ponto importante na carreira, ao vencer em 2017, altura em que começou a focar-se em corridas de três semanas, este foi um triunfo marcado, sobretudo, pela vitória no contrarrelógio individual, depois de uma queda no ‘crono’ por equipas, no primeiro dia, ter lançado o ‘caos’ na Jumbo-Visma.

A equipa recuperou e acabou por escudar da melhor maneira o agora campeão, que se manteve sempre calmo até final, vencendo o espanhol Alejandro Valverde (Movistar), que, 10 anos depois de vencer a ‘Vuelta’, faz segundo, o sétimo pódio em ‘grandes voltas’, desta vez com a camisola de campeão mundial vestida.

Em terceiro ficou Tadej Pogacar (UAE Emirates), aumentando o peso da Eslovénia nesta edição da prova, ao vencer três etapas, mais do que qualquer outro, a classificação da juventude e fechando o pódio na estreia em ‘grandes voltas’.

De fora do pódio ficaram dois colombianos apontados como favoritos, Nairo Quintana (Movistar), quarto colocado, e Miguel Ángel López (Astana), quinto, num ‘top-10’ que se completa com o polaco Rafal Majka (BORA-hansgrohe), sexto, o holandês Wilco Kelderman (Sunweb), sétimo, o norueguês Carl Fredrik Hagen (Lotto Soudal), oitavo, e os espanhóis Marc Soler (Movistar) e Mikel Nieve (Mitchelton-Scott), nono e 10.º, respetivamente.

Roglic triunfou a dobrar, uma vez que venceu a classificação por pontos, enquanto Pogacar acumulou o terceiro lugar com a classificação da juventude, vencida ao colombiano Miguel Ángel López, ficando a montanha para o francês Geoffrey Bouchard (AG2R La Mondiale).

A Movistar teve de se contentar com o troféu de melhor equipa, formação que inclui Nelson Oliveira, que terminou em 46.º na lista individual e foi, mais uma vez, ao pódio pelo esforço coletivo.

O melhor português, de forma individual, foi Rúben Guerreiro (Katusha Alpecin), na estreia em ‘grandes voltas’ e num momento em que ainda não tem contrato para 2020, dando nas vistas com um 17.º lugar final, além de terminar como quinto melhor sub-25 da corrida.

Ricardo Vilela foi 105.º, enquanto o compatriota e colega na Burgos-BH Nuno Bico, em estreia em ‘grandes voltas’, acabou no 153.º posto final.

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