O ciclista espanhol Gotzon Martin (Euskadi) aproveitou este domingo uma fuga numerosa, na qual caiu o compatriota Raúl Alarcón (W52-FC Porto), para vencer a 40.ª edição do Grande Prémio Abimota.

Martin, de 23 anos, foi segundo na quarta e última tirada, uma ligação de 174,5 quilómetros entre Anadia e Águeda, conquistando a geral, com o jovem Pedro Andrade (Vito-Feirense), de 19 anos, a vencer a etapa, com o tempo de 4:09.40 horas.

Martin acabou a dois segundos, assim como o vencedor da classificação da montanha, Patrick Videira (Fortunna-Maia), terceiro após se ter isolado dos restantes fugitivos durante grande parte das últimas dezenas de quilómetros, sendo alcançado já no último.

O pelotão chegou a 1.02 minutos, o que deixou o anterior camisola amarela, o espanhol Antonio Angulo (Efapel), a 53 segundos do vencedor, enquanto César Fonte (W52-FC Porto) fechou o pódio da geral, a 1.03 minutos.

O líder da juventude, o também ‘dragão’ Jorge Magalhães, foi quarto classificado, a 1.05, enquanto José Mendes (Sporting-Tavira) acabou no quinto posto.

Antonio Barbio (LA Alumínios) foi sexto, seguido de Bruno Silva (Efapel), Sergio Vega (Miranda-Mortágua), Hugo Sancho (Miranda-Mortágua) e João Benta (Rádio Popular-Boavista), num ‘top 10’ cujos extremos distaram apenas 1.28 minutos.

O dia fica marcado por uma fuga numerosa que chegou a ter mais de quatro minutos de vantagem sobre o pelotão e na qual seguia o vencedor da Volta a Portugal em 2017 e 2018, Raúl Alarcón, que acabou por ter uma queda aparatosa.

Alarcón chegou mesmo a estar “vários segundos inconsciente”, segundo explicou fonte dos serviços médicos da prova, numa queda “grave” durante uma descida a alta velocidade, em que outros ciclistas também acabaram por cair.

O diretor desportivo dos ‘azuis e brancos’, Nuno Ribeiro, confirmou à Lusa que o ciclista, de 33 anos, foi transportado para o hospital e que “ainda hoje” se saberá se o espanhol poderá defender a vitória na Volta, que conquistou nos dois últimos anos.

Dessa fuga saiu Patrick Videira, em busca da liderança da montanha e de uma vitória em etapa para a Fortunna-Maia, um objetivo que foi conseguido por Pedro Andrade, campeão nacional de juniores de fundo.

Pedro é neto de Joaquim Andrade, vencedor da Volta a Portugal em 1969, e de 12 etapas na ‘prova rainha’ do ciclismo português, e filho de outro Joaquim, atual diretor da equipa feirense e vencedor da Volta ao Algarve em 1991 e da Volta ao Alentejo em 2002.

Gotzon Martin arrecadou a geral fruto de uma “estratégia perfeita”, admitiu à Lusa o diretor desportivo da Euskadi, Jorge Azanza, numa fuga em que contou com a ajuda de Jokin Aramburu para conseguir o tempo que precisava.

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