O colombiano Esteban Chaves (Mitchelton-Scott) regressou hoje às vitórias na 19.ª etapa da Volta a Itália em bicicleta, após uma lesão prolongada, com o português Amaro Antunes (CCC) em terceiro após integrar a fuga do dia.

Amaro Antunes terminou a 12 segundos de Chaves, de 29 anos, que fez vingar uma fuga, cumprindo os 151 quilómetros entre Treviso e San Martino di Castrozza em 4:01.32 horas, menos 10 segundos do que o italiano Andrea Vendrame (Androni Giocattoli-Sidermec).

O trio que hoje compôs o pódio fez parte de uma fuga de 11 elementos que marcou o dia, ficando claro desde cedo que, com uma vantagem superior a nove minutos, iriam disputar entre si a vitória.

Na subida final, nos últimos 15 quilómetros, foi Chaves o mais resiliente, atacando por várias vezes o grupo, enquanto Amaro Antunes também tentou, acabando por ser ele a perseguir o colombiano, sendo ultrapassado muito próximo da meta por Vendrame.

Chaves, que em 2016 foi segundo no ‘Giro’ esteve parado muito tempo, por lesão, depois do fim da ‘corsa rosa’ da época passada, em que venceu a sexta etapa, no cimo do Etna, e desde então tem enfrentado um ‘calvário’ para regressar.

Chegou sem pressão, depois de resultados modestos desde que iniciou a época, em fevereiro, e no final abraçou os pais, que viajaram para San Martino di Castrozza para ver uma vitória do filho.

“É inacreditável, não tenho palavras para isto. Há muito trabalho conjunto, com a minha família, a equipa, amigos, toda a gente sabe o quanto trabalhamos, e nunca desisti. A subida final de hoje mostra isso, ataquei muitas vezes até que pude deixar toda a gente para trás. A vida também é assim”, atirou o colombiano.

Além de estar “muito feliz”, Chaves explicou que é preciso “estar a atacar, atacar, atacar, até passar a linha final”, na estrada e na vida, e disse que viu “muita gente a chorar” pelo seu feito, depois das lesões, agradecendo ainda à família e à equipa.

Na luta pelos primeiros postos da geral, os primeiros lugares marcaram-se uns aos outros e o único ciclista capaz de ganhar tempo foi outro colombiano, Miguel Ángel López (Astana), que recuperou 44 segundos e segue em sexto, agora mais próximo dos primeiros lugares.

O equatoriano Richard Carapaz (Movistar) segue líder, com 1.54 minutos de vantagem sobre o segundo, o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Merida), e 2.16 sobre o terceiro, o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma), que ainda tentou atacar nos últimos dois quilómetros mas foi apanhado.

O resultado de Amaro Antunes significou que o luso subiu nove posições na geral, seguindo agora em 48.º, e o algarvio explicou no final que esta foi “uma boa etapa”.

“Talvez tenha sido a minha última oportunidade de vencer uma etapa neste ‘Giro’. Segui a um ritmo regular no final, mas o Chaves estava com melhores pernas. Estou feliz, mas o melhor teria sido ganhar”, considerou, citado pela equipa.

Antunes lembrou que chegou à prova depois de uma lesão e não conseguiu “treinar bem”, mas chegar nesta forma à terceira semana, na sua estreia em ‘grandes Voltas’, deixa-o “feliz com a performance”.

No sábado, a 20.ª e penúltima etapa do Giro conta com 194 quilómetros entre Feltre e a subida ao Monte Avena, que vai testar os candidatos à vitória final, antes do contrarrelógio individual de domingo.

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