O italiano Giulio Ciccone (Trek-Segafredo) 'brilhou' hoje na subida ao Mortirolo, vencendo a 16.ª etapa e consolidando a liderança da montanha da Volta a Itália em bicicleta, em que o esloveno Primoz Roglic (Jumbo-Visma) perdeu tempo.

Ciccone, de 24 anos, cumpriu os 194 quilómetros entre Lovere e Ponte di Legno em 5:36.24 horas, logo à frente do colega de fuga, o checo Jan Hirt (Astana), segundo com o mesmo tempo, enquanto o italiano Fausto Masnada (Androni Giocattoli - Sidermec) foi terceiro, a 1.20 minutos.

Num dia em que o Passo Gavia foi 'anulado', por receio de tempestades de neve, foi o Mortirolo o grande teste do pelotão, com uma fuga de 22 corredores, quase todos candidatos à vitória, a formar-se praticamente desde o arranque.

O pódio final acabou por sair da fuga, com os três 'resistentes' até final, enquanto Ciccone, que conseguiu a segunda vitória no 'Giro', passou na frente no topo da subida, o que significa que amealhou já mais pontos na classificação de montanha do que o vencedor de 2018 em toda a prova.

Depois da descida, e perante um pouco cooperante Jan Hirt, Ciccone 'aguentou' a chuva e a falta de apoio até final, onde se impôs ao 'sprint' ao checo, mais de um minuto à frente dos corredores a lutar pela vitória na geral final.

"Estive à espera de voltar a vencer há dois anos. Por isso gritei de alegria no fim, porque foi um dia complicado, com muita chuva e frio. Jan Hirt não quis cooperar, por isso foi com muitos nervos entre nós, mas fico feliz com tudo", atirou o corredor, que deu a primeira vitória à Trek-Segafredo na prova desde 2014.

Na luta pela vitória final da 'corsa rosa', o equatoriano Richard Carapaz (Movistar), camisola rosa, e o italiano Vincenzo Nibali (Bahrain Merida), vencedor em 2013 e 2016 e à entrada para a etapa terceiro classificado, acabaram por conseguir afastar um anterior líder e grande favorito.

Com efeito, Roglic acabou por cortar a meta com 1.02 minutos de distância para os outros dois candidatos, caindo para terceiro, após um ataque de Nibali, primeiro, e um 'esforço' de Carapaz para apanhar o 'Tubarão de Messina', depois, o afastarem da frente.

Com três homens a 'escudá-lo', um deles o espanhol Mikel Landa, Carapaz entrava protegido no Mortirolo, sendo que o ataque de Nibali se deu a 34,3 quilómetros da meta, após o colega de equipa e compatriota Domenico Pozzovivo selecionar o grupo de favoritos.

Nibali esteve na frente e ainda foi apoiado pelo britânico Hugh Carthy (Education First), mas também pelo irmão, Antonio, que tinha estado na fuga, e o ataque acabou por afastar Roglic, 'relegado' para um segundo lote de candidatos ao 'top 10'.

Com a queda do antigo líder da prova, e com Landa sem capacidade naquela fase, o próprio Carapaz perseguiu o rival e acabou por conseguir alcançá-lo, quando a chuva já se fazia sentir, e o grupo não voltou a deixar-se afastar.

À entrada para a 17.ª etapa, Carapaz lidera com 1.47 minutos de vantagem para Nibali, segundo, enquanto o Roglic fecha o pódio, a 2.09.

Mikel Landa subiu a quarto e tem o mesmo tempo de Roglic, enquanto o colombiano Miguel Ángel López (Astana) foi quem mais ganhou no dia, ao subir três postos para sétimo, atrás do holandês Bauke Mollema (Trek-Segafredo), quinto, e do polaco Rafal Majka (BORA-hansgrohe), sexto.

Amaro Antunes (CCC), único português em prova, caiu hoje quatro postos na geral, para 62.º, ao cortar a meta em 85.º.

Na quarta-feira, a 17.ª etapa liga Commezzadura a Anterselva ao longo de 181 quilómetros, tirada que culmina numa contagem de montanha de terceira categoria.

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