A Agência Mundial Antidopagem (AMA) enalteceu hoje o início dos trabalhos da Comissão Independente da Reforma do Ciclismo (CIRC), em conformidade com o código mundial antidopagem, e assegurou que a investigação traz “esperança e confiança no futuro”.
“A AMA está segura que os comissários irão fazer um trabalho meticuloso e que irão receber todas as evidências relevantes em testemunhos que poderão ajudar a comissão a entender o passado do ciclismo”, sublinhou o organismo, em comunicado.
A nota da Agência surge depois de a CIRC ter anunciado que os infratores dos regulamentos antidopagem que confessem não terão que devolver os ganhos obtidos.
Sob a tutela da União Ciclista Internacional (UCI), a CIRC procura investigar processos e práticas no ciclismo profissional e apelou a possíveis testemunhos de dopagem na modalidade no período entre 1998 e 2013.
“O primeiro objetivo do nosso inquérito não é punir as pessoas culpadas de qualquer infração, mas tirar lições do passado a fim de assegurar um melhor futuro para o ciclismo”, salientou em comunicado o presidente da comissão, Dick Marty.
O presidente da CIRC recordou que o propósito da comissão não é sancionar violações antidopagem cometidas por corredores, mas sim “identificar e atacar práticas e redes que provocaram e/ou facilitaram a dopagem no ciclismo” entre 1998 e 2013.
No entanto, a entidade terá o poder de propor sanções para todos os detentores de uma licença, sejam ciclistas, oficiais, agentes, organizadores ou membros de equipas, que tenham violado o regulamento antidopagem.

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