A qualificação para os Jogos Olímpicos Tóquio2020 no atletismo vai depender de marcas e do ‘ranking’, decidiu hoje o conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), que não integrou os 50 quilómetros de marcha femininos.

Esta distância, na qual a portuguesa Inês Henriques é campeã do mundo e da Europa, ainda não foi integrada pelo Comité Olímpico Internacional (COI).

Os atletas vão poder assegurar a presença em Tóquio2020 através da obtenção dos mínimos – que podem ser diferentes dos exigidos pela federação portuguesa - ou dos ‘rankings’ mundiais.

Este ano, apenas três atletas portugueses superaram as marcas de qualificação – ainda que só sejam válidas as obtidas entre 01 de maio e 29 de junho de 2020 –, todos no triplo salto, e em pista coberta.

Pedro Pichardo, com 17,32 metros, Patrícia Mamona, com 14,44, e Susana Costa, com 14,43 – a marca de qualificação vai ser 14,32 –, são os únicos que superaram este ano os mínimos, enquanto Nelson Évora, com 17,11, ficou a três centímetros dos 17,14 exigidos.

As exceções a esta ‘janela’ de apuramento decorrem para a maratona e para os 50 quilómetros de marcha masculinos, cujas marcas já são válidas desde o início do ano e até 31 de maio de 2020, e para os 10.000 metros, 20 quilómetros de marcha e para as provas combinadas, que também já decorre e se prolonga até 29 de junho de 2020.

Já relativamente aos ‘rankings’, os mais bem colocados são Pichardo e Évora, que ocupam o segundo e quarto lugares no triplo salto, seguidos dos marchadores Ana Cabecinha (sétima nos 20 quilómetros), Inês Henriques (nona) e João Vieira (18.º nos 50 quilómetros).

Patrícia Mamona (20.ª) e Susana Costa (21.ª), ambas no triplo salto, Francisco Belo (23.º) e Tsanko Arnaudov (27.º), no lançamento do peso, e Irina Rodrigues (21.ª) e Liliana Cá (23.ª), no lançamento do disco, também ocupam lugares cimeiros nas respetivas hierarquias.

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