A portuguesa Inês Henriques garantiu hoje que está disposta a recorrer à justiça, caso se confirme a não inclusão nos Jogos Olímpicos Tóquio2020 da prova de 50 quilómetros marcha, distância na qual é campeã europeia e mundial.

“Já entrei em contacto com o meu advogado, sei que a luta vai ser complicada, mas não tenho nada a perder”, disse a marchadora à agência Lusa, pouco depois de o conselho da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) ter divulgada a lista de mínimos para as provas olímpicas da modalidade sem esta distância no setor feminino.

A marchadora considera injusto que a IAAF esteja a “introduzir uma prova nova, a estafeta dos 400 metros mistos, e a deixar de fora os 50 quilómetros femininos, uma distância que no setor masculino conta com 60 participantes”.

Inês Henriques garante já ter informado a Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) e o Comité Olímpico de Portugal (COP) da sua intenção de recorrer à justiça, mas assume ainda não ter recebido qualquer resposta.

A atleta do CN Rio Maior sagrou-se em 2017 campeã mundial, e em 2018 campeã europeia da distância, que nunca esteve incluída no programa olímpico.

De acordo com uma nota divulgada hoje pelo conselho da IAAF, os atletas vão poder assegurar a presença em Tóquio2020 através da obtenção dos mínimos - que podem ser diferentes dos exigidos pela federação portuguesa - ou dos 'rankings' mundiais.

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