A portuguesa Carla Salomé Rocha admitiu hoje que a obtenção dos mínimos na maratona para os Mundiais de 2019 e para os Jogos Olímpicos Tóquio2020 aliviam a pressão na preparação.

A atleta do Sporting melhorou hoje na Maratona de Londres o seu recorde pessoal, com o tempo de 2:24.47, que lhe valeu o oitavo lugar, colocando-a como a terceira melhor portuguesa de sempre, apenas atrás de Rosa Mota (2:23.29) e Jessica Augusto (2:24.25).

“Não me sinto especial por estar nesse pódio. Sinto-me a mesma pessoa. Claro que é bom ter referências, mas o nosso trabalho tem sido focado em melhorarmos sempre um pouco em cada ocasião. E também sinto orgulho de poder contribuir para o facto de nos conhecerem como um país de boas maratonistas”, frisou Salomé Rocha, em declarações à agência Lusa.

Numa prova em que a portuguesa ficou sozinha após os primeiros 10 quilómetros, valeu à atleta uma enorme regularidade no ritmo imposto e uma forte determinação em busca do objetivo.

“O objetivo para esta prova era melhorar o meu recorde pessoal. Foi para isso que trabalhei os últimos quatro meses. Conseguimos chegar onde queríamos, ao recorde pessoal, sendo as qualificações para os Mundiais e para os Jogos um outro objetivo já confirmado”, referiu a atleta, em declarações à agência Lusa.

Nos últimos meses, nomeadamente nos Nacionais, Carla Salomé Rocha não obteve alguns dos resultados que esperava, mas não dá demasiado importância a isso.

“Os resultados anteriores têm sempre repercussões na prova principal. Felizmente, o que não correu bem serviu para melhorar”, disse a atleta que, nas palavras do seu treinador Rui Ferreira, tinha praticamente esta oportunidade, e eventualmente outra maratona na primavera de 2020, para conseguir mínimos para Tóquio2020.

Já com as marcas de qualificação asseguradas, Salomé Rocha disse ainda não pensar nessas provas.

“Ainda terei de falar com os treinadores [Rui Ferreira e Amâncio Santos], analisar como recupero deste esforço. Depois, não quero descurar a pista. Tenho compromissos com o Sporting e entendo que ainda não consegui chegar à marca que acho ser capaz de alcançar nos 10.000 metros. Agora ter já os mínimos dá para encarar estas duas épocas de forma bem menos pressionada”, concluiu.

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