O presidente da USA Swimming, que gere a natação competitiva dos Estados Unidos, pediu hoje ao Comité Olímpico daquele país que proponha o adiamento dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 para 2021, devido à pandemia de Covid-19.

"O mundo dos atletas está de pernas para o ar", justificou Tim Hinchey, que pediu a Sarah Hirshland, que comanda o Comité Olímpico e Paralímpico dos Estados Unidos, que peça ao Comité Olímpico Internacional um adiamento de um ano da prova.

Na opinião de Hinchey, os atletas têm tido dificuldades em treinar e preparar-se para os Jogos, e "continuar perante a crise global de saúde pública não é a resposta", até porque o evento fica "com a autenticidade, integridade e justiça desportiva em causa para todos".

O COI tem insistido em manter os Jogos Olímpicos Tóquio2020 nas datas marcadas, de 24 de julho a 09 de agosto, apesar da maior parte dos torneios e provas de qualificação marcadas para março, abril e maio terem sido canceladas, suspensas ou adiadas para datas ainda a definir.

Antes, o Comité norte-americano disse que é necessário "mais informação de especialistas do que a que existe hoje para ser tomada uma decisão" e alinhou com o COI.

"Não temos de tomar uma decisão. Os Jogos não terão lugar dentro de uma semana ou duas. São daqui a quatro meses. Ainda assim, há muito que pode mudar entre agora e julho, dando ao COI a oportunidade de recolher informação e conselhos", explicou Susanne Lyons, que recusou pressionar o organismo internacional para um adiamento.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, infetou mais de 265 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 11.100 morreram.

Das pessoas infetadas, mais de 90.500 recuperaram da doença.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se já por 182 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

O continente europeu é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, com a Itália a ser o país do mundo com maior número de vítimas mortais, com 4.032 mortos (mais 627 que na quinta-feira) em 47.021 casos.

A Espanha regista 1.002 mortes (19.980 casos) e a França 264 mortes (9.134 casos).

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) elevou hoje o número de casos confirmados de infeção para 1.020, mais 235 do que na quinta-feira.

O número de mortos no país subiu para seis.

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