A portuguesa Gabriela Ribeiro mudou-se de Alhandra para o Centro de Alto Rendimento do Jamor para melhorar os desempenhos no triatlo, modalidade em que a estudante de Educação Básica quer representar o país em Tóquio2020, na estafeta mista.

Em entrevista à Lusa, a jovem de 19 anos explicou que a qualificação individual já é difícil, porque falhou alguns períodos de qualificação.

“Mas sonho em ajudar a equipa e poder levar Portugal” a Tóquio na estafeta mista, reforçou.

A convicção de poder juntar-se a mais três colegas numa modalidade ‘sprint’ do triatlo, que permitiria engrossar a participação lusa na prova na capital japonesa, marcada para 01 de agosto, está alicerçada numa “pré-época fantástica” que a deixa “bastante otimista”.

Para os primeiros meses de 2020, estão agendadas “cerca de cinco Taças do Mundo”, ainda por decidir quais, para poder ficar bem colocada no ‘ranking’ e participar na última prova de qualificação, em Chengdu, na China, no final de março.

Nessa prova, em que Portugal deverá estar representado por Gabriela Ribeiro, Melanie Santos, João Silva e João Pereira, é preciso ficar nos três primeiros para garantir a qualificação, mas a atleta antevê “alguma sorte, porque as equipas já qualificadas não participam”.

Muito antes da possibilidade “fantástica” de chegar aos Jogos com 19 anos, Gabriela Ribeiro começou “com sete anos a fazer triatlo”, sobretudo após ver provas do irmão, que então praticava a modalidade.

“Nos primeiros anos, era mais por diversão, para estar com amigos, mas tornou-se algo mais sério e depois, algumas medalhas nacionais e internacionais, fizeram-me levar isto mais a sério, ainda para mais agora, com esta oportunidade [de ir aos Jogos Olímpicos]”, resume.

A trabalhar para esta “oportunidade”, como lhe chama várias vezes, saiu de Alhandra, de onde é natural e onde fica o clube que representa, para viver e treinar no Centro de Alto Rendimento do Jamor, em Oeiras.

Lá treina “todos os dias” e “quase” faz vida de atleta a tempo inteiro, até porque chegou este ano letivo à faculdade, para estudar Educação Básica no Instituto Superior de Educação e Ciências de Lisboa, depois de um ano “só focada no desporto” entre a conclusão do 12.º e a entrada no ensino superior.

“O início foi complicado, mas com a ajuda que tenho tido, tem sido mais fácil [conciliar as duas coisas] (...). Acho que há tempo para tudo, para fazer o que mais gostamos, e tenho espaço para as duas coisas”, contou.

A sete meses dos Jogos, deixa para trás um 2019 que foi “um ano bastante bom que começou da melhor maneira”, com uma medalha de prata na competição de juniores da Taça da Europa de Quarteira, antes de um sexto lugar no Europeu.

“Daí para a frente foi sempre a subir”, frisou.

Bronze na Taça da Europa de Sines, um 25.º posto na Taça do Mundo de Huatulco ou o 24.º na etapa mundial de Miyazaki, todos entre a elite, dão motivação num ano também marcado pela desistência durante o Mundial de juniores.

Em novembro, Melanie Santos encorajou Gabriela Ribeiro a apurar-se pela via da estafeta mista, prova em que tem substituído a medalha de prata em Pequim2008 Vanessa Fernandes e na qual tem um incentivo extra: ir a Tóquio com um ídolo e companheiro de treinos.

“Treino todos os dias com o João Pereira e ele é o meu grande ídolo, principalmente porque o vejo a treinar todos os dias. Uma vez disse-me que a vida dele era isto e vê-lo focado, a trabalhar todos os pormenores, é muito bom”, revelou.

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