A Fundação Olímpica para os Refugiados e o Alto Comissariado das Nações Unidas para a mesma área destacaram hoje a importância do desporto no combate ao “crescente impacto” da pandemia de covid-19 “na saúde mental” dos refugiados.

“Nos últimos meses da crise atual, todos vimos a importância do desporto e da atividade física para a saúde física e mental dos refugiados. O desporto pode salvar vidas”, considera o presidente da fundação, Thomas Bach.

O alemão, igualmente líder do Comité Olímpico Internacional, lembra que “o desporto seguro proporciona bem-estar físico e mental para todos e, em particular, para as pessoas que sofreram e continuam a sofrer trauma, perda e incerteza prolongada”.

Em reunião por videoconferência, os organismos debateram estratégias conjuntas nas quais o desporto é o catalisador da saúde mental para “os refugiados e outras pessoas desenraizadas pela guerra, violência e perseguição”, que já viviam “situações bastante desafiadoras” mesmo antes da covid-19.

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, acrescentou que “em todo o mundo” tem havido “evidências preocupantes do impacto devastador da pandemia na saúde mental e no bem-estar dos jovens refugiados”.

“A Fundação Olímpica para os Refugiados identificou corretamente a importante contribuição que o desporto pode dar ao bem-estar psicossocial e está a acelerar o seu trabalho para enfrentar esse crescente desafio”, elogiou.

Por residirem habitualmente em acampamentos superlotados, assentamentos em áreas urbanas em condições apertadas, com acesso inadequado a água potável e produtos de higiene, os refugiados estão entre os mais vulneráveis às consequências da pandemia.

Segundo dados da ONU, as doenças de saúde mental entre as pessoas afetadas por um conflito já são duas ou três vezes mais altas do que na população em geral, com uma em cada cinco pessoas a enfrentar problemas de saúde mental.

Os dois organismos entendem que o desporto “pode ajudar a construir resiliência e a melhorar a saúde mental dos jovens deslocados à força, especialmente durante a pandemia da covid-19”, pelo que concordaram em avançar com uma série de iniciativas conjuntas.

Como exemplo, a fundação está atuar no Uganda com um projeto piloto que usa o desporto para melhorar a saúde mental e o bem-estar psicossocial de mais de 10.000 jovens refugiados e da comunidade anfitriã, entre os 15 e os 24 anos.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 316.000 mortos e infetou mais de 4,7 milhões de pessoas em 196 países e territórios. Mais de 1,7 milhões de doentes foram considerados curados.

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