A Polícia de Las Vegas quer ouvir Cristiano Ronaldo, no âmbito do caso onde o português é acusado de violação pela norte-americana Kathryn Mayorga.

Em declarações à imprensa italiana, Jacinto Rivera, porta-voz da polícia daquela cidade do estado do Nevada explicou que o jogador português "não foi acusado de nenhum crime" mas que será ouvido pela polícia.

"O Cristiano Ronaldo não está acusado de nenhum delito. O mais provável é que Ronaldo seja ouvido, mas como pessoa interessada nos acontecimentos e não como arguido", explicou.

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Nas mesmas declarações, Jacinto Rivera explicou que a polícia "não perdeu as provas" do processo, como foi sugerido pelo advogado de Mayorga. No entanto não adianta se as provas referidas são o certificado médico e as roupas que a ex-modelo terá utilizado na noite da alegada violação.

Esta segunda-feira, o Jornal de Notícias escreveu na sua edição que o internacional português alega que foi outro homem a provocar as lesões sexuais a Kathryn Mayorga, já depois de os dois terem estado juntos. Diz ainda o jornal que Cristiano Ronaldo admite que manteve relações sexuais com a norte-americana mas que foi tudo consentido. Ronaldo nega ainda que tenha feito sexo anal com Kathryn Mayorga no quarto de um hotel 'The Palms Place Casino Resort', em Las Vegas, em junho de 2009.

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Após o caso que ocorreu em 2009, o jogador terá assinado um acordo de confidencialidade com Kathryn Mayorga através do qual a ex-modelo, assim como a sua família, amigos e advogados, se comprometeram a manter silêncio sobre o caso em troca de 375 mil dólares [cerca de 325 mil euros, a valores atuais] pagos pelo futebolista português.

A defesa de Cristiano Ronaldo está a cargo de David Chesnoff, um advogado norte-americano de 63 anos, conhecido por defender estrelas como a 'socialite' Paris Hilton, o cantor Bruno Mars, o pugilista Mike Tyson e a família de Michael Jackson.

A polícia de Las Vegas reabriu a investigação sobre as acusações de violação apresentadas pela norte-americana Kahtrin Mayorga contra Cristiano Ronaldo, por factos que remontam a 2009. A polícia acrescenta que em 13 de junho de 2009 foi apresentada uma queixa e que a sua autora foi submetida a um exame médico, mas não forneceu dados sobre os factos alegados nem a descrição do suspeito.

Kathryn Mayorga, agora professora com 34 anos, apresentou queixa há duas semanas num tribunal do condado de Clarck, Las Vegas, no estado norte-americano do Nevada.

A queixosa alega que naquela data foi violada pelo agora jogador da Juventus num quarto de hotel em Las Vegas, ao qual terá subido, junto com outras pessoas, para apreciar a vista e a banheira de hidromassagem.

A suposta vítima relatou que Cristiano Ronaldo a terá interpelado enquanto trocava de roupa e a terá forçado a sexo anal – no fim, conta, o português ter-se-á desculpado e dito que costuma ser um cavalheiro.

O caso foi divulgado pela revista alemã 'Der Spiegel', a 28 de setembro, na primeira vez que Kathryn Mayorga falou sobre o caso - a história já tinha sido revelada em 2017, em documentos difundidos pela plataforma digital Football Leaks.

Kathryn Mayorga conta ainda que na altura terá sido coagida a assinar um acordo de confidencialidade a troco de cerca de 325 mil euros (375 mil dólares), assentimento que os seus advogados consideram não ter valor legal.

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Ronaldo já reagiu, negando as acusações de violação de que está a ser alvo, numa mensagem publicada na rede social Twitter.

"Nego terminantemente as acusações de que sou alvo. Considero a violação um crime abjeto, contrário a tudo aquilo que sou e em que acredito. Não vou alimentar o espetáculo mediático montado por quem se quer promover à minha custa”, escreveu.

O jogador da Juventus garante que vai aguardar "com tranquilidade o resultado de quaisquer investigações e processos", pois nada lhe “pesa na consciência”.

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