O autor do Almanaque da seleção portuguesa de futebol, Rui Miguel Tovar, atribuiu hoje o mérito da nova atualização do exemplar ao seu pai, numa obra que reconhece estar corrigida e com uma escrita amadurecida.

Na apresentação da terceira versão da obra, que decorreu no Marquês Lounge, no Estádio da Luz, em Lisboa, o jornalista, de 41 anos, contou as várias alterações que fez ao longo dos últimos três anos, porém preferiu destacar o trabalho decisivo que o seu pai teve.

"Desde 2004, houve vários pormenores que estavam errados e fiz uma pesquisa mais elaborada. A internet foi uma preciosa ajuda e deu para melhorar e de que maneira este livro", sublinhou.

Contudo, para o autor do livro, as "pastas" guardadas pelo seu pai tiveram um papal crucial na renovação nas histórias, das crónicas e dos perfis que dizem respeito às várias gerações da equipa das ‘quinas'.

"Fico extremamente contente, é um legado do meu pai. Foi muito trabalho de pesquisa, mas o meu pai foi o pioneiro. Herdei as suas pastas, ele teve a preocupação de guardar tudo o que dizia respeito à seleção", contou.

O autor acabou por resumir como se dedicou à "aventura incrível": "Começou em 2016. Voltámos a lançar e a ver se tínhamos a mesma sorte. A verdade é que este livro tem a preocupação de ter tudo, não só as fichas de jogo, mas uma preocupação de fazer uma crónica para cada jogo”.

Rui Miguel Tovar admitiu também que o seu primeiro almanaque foi elaborado à pressa e salientou que era até necessário alterar o tempo verbal da obra, mais uma sugestão do "pioneiro".

"Em 2004, escrevi um pouco às três pancadas, mas no bom sentido. Fizemos o livro em quatro meses e agora, quando voltei a balançar-me para este trabalho, há coisa de três anos, havia textos que já estavam desfasados. E porque não começar a escrever no presente? É difícil, porque estamos habituados a escrever no passado. O meu pai sugeriu, tirei os gerúndios e escrevi no presente", explicou.

Por fim, foi desafiado a apontar o momento que mais o marcou na vida da seleção nacional, respondendo prontamente “o mágico golo do Éder” na final do Euro2016, em França, precisamente diante dos gauleses e que deu o troféu a Portugal.

O “calhamaço” de 453 páginas, como Rui Miguel Tovar apelidou na apresentação, tem a crónica dos 601 encontros da história da seleção nacional desde 1921 até março de 2018, assim como os perfis dos vários selecionadores e dos futebolistas que atuaram com a camisola das ‘quinas' pelo menos uma vez.

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