Rui Pedro Soares, presidente do Belenenses SAD, explicou a decisão de avançar para o 'lay-off', anunciada esta segunda-feira.

"Avançámos para o lay-off porque estamos numa situação no qual estamos impedir de exercer a nossa atividade por causa do estado de emergência e das medidas provocadas por ele. Sabemos que esta é uma situação de queda de receitas abrupta, sem possibilidade de competir e treinar, ainda não sabemos datas de regresso. Como tal, a decisão que tivemos de tomar é a mesma como a de tantos clubes e empresas", começou por explicar o dirigente à TVI.

O líder dos azuis respondeu ainda às críticas do Sindicato de Jogadores.

"A gestão do Belenenses SAD não é para ser avalizada pelo sindicato, aplicamos a lei e recorremos às medidas previstas na lei para defender os trabalhadores do Belenenses. Para isso que esta lei foi aprovada pelo Estado. Passa por defender os postos de trabalho e não podia elementos do staff em lay-off e deixar jogadores de fora", sublinhou o dirigente, revelando que na SAD existiram grandes reduções salariais.

"Em relação à administração, os salários foram reduzidos para o salário mínimo nacional durante este período", explicou.

A 27 de março, Rui Pedro Soares realçou, em videoconferência de imprensa, que era “prematuro” falar da estabilidade financeira dos clubes de futebol portugueses, mas explicou, com dados do Belenenses SAD, como 72% dos custos decorrerem de salários, o impacto financeiro que esta paragem provocará no futebol.

“Dependemos de algumas receitas. As receitas televisivas são 50% das receitas previsíveis numa época, mais as receitas de bilheteira e outro tipo de receitas, inclusive, venda de direitos de jogadores. As receitas que considerávamos certas, neste momento temos de as considerar como uma dúvida”, contou.

Rui Pedro Soares tinha alertado ainda para as “necessidades de financiamento” dos clubes, como a antecipação das receitas televisivas, que “não é possível” acontecer.

“Vamos ter problemas de tesouraria nesta indústria, do ponto de vista global, mas não conseguimos antecipar a intensidade e como vamos responder. Quando for possível, com certeza que, um dia, o futebol vai regressar”, assegurou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 70 mil.

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