O presidente da Associação Nacional dos Treinadores de Futebol continua a defender que Rúben Amorim não devia ser nomeado treinador do SC Braga. Em declarações ao jornal 'O Jogo', José Pereira disse que não será ele a "aquilatar a competência dos treinadores para o desempenho das funções" mas sublinha que não se pode passar por cima da lei, aprovada pelos próprios clubes.

"Nunca pus em causa a capacidade e a competência de cada treinador. A questão que se coloca e que se colocará sempre, enquanto for presidente da ANTF, é a pessoa estar ou não estar certificada, porque os regulamentos são para ser cumpridos. Nas provas da UEFA, nenhum treinador pode ir à conferência de Imprensa sem estar devidamente certificado. Não fomos nós que implementámos a lei, mas compreendemo-la e aceitamo-la", começou por explicar ao 'O Jogo'.

"Nós não qualificamos os treinadores. Posso ter muita competência para pilotar um avião, mas, se não tiver o brevê devidamente regularizado, não posso pilotar. Não se pode fugir ao que está estabelecido. A regulamentação está feita, aceite e, inclusive, pelos clubes da Liga", completa.

José Pereira explica que, no Regulamento de Competições, aprovado pelos presidentes dos clubes, está bem explícito que, para se ser treinador principal da I Liga, tem de se ter o IV nível, o UEFA Pro, pelo que os clubes não podem passar por cima da lei que os próprios aprovaram. O presidente da ANTF considera "uma vergonha" a promoção dos treinadores que não estão certificados para a função principal nas equipas da I Liga.

Os clubes têm contornado a situação ao ter na ficha de jogo um treinador com o IV nível, que vai às zonas de entrevistas rápidas e dá indicações durante os jogos, embora o treinador principal seja outro. É o caso do Sporting, com Silas, e do SC Braga, com Rúben Amorim.

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