O Movimento ‘Dar Futuro ao Sporting’ mostrou hoje estupefação com as dúvidas manifestadas pela Mesa da Assembleia Geral (MAG) do clube, no último dia do prazo, quanto ao documento da Justa Causa para a destituição da direção.

“É com profunda estupefação que nos foi comunicado, apenas nas horas finais do último dia do prazo acordado de três semanas, que existiam dúvidas em relação ao documento da Justa Causa. Dúvidas essas que poderiam (e deveriam) ter sido colocadas em qualquer dia e a qualquer hora anterior dos restantes dias que perfizeram o prazo acordado”, pode ler-se no comunicado publicado pelo movimento ‘Dar Futuro ao Sporting’ nas redes sociais.

Os subscritores deste movimento esclarecem ainda que foram contactados pela MAG “para providenciar um ficheiro onde constava a documentação organizada, de forma a que a validação fosse o mais breve possível”, pedido ao qual “acederam, sem que a isso fossem obrigados”, razão pela qual lamentam a atitude dos responsáveis daquele órgão.

Segundo os responsáveis do movimento, foram hoje informados pela MAG, pelas 20:28, através de correio eletrónico, que os votos necessários para a convocação de uma Assembleia Geral destitutiva tinham sido atingidos, com a ressalva de duas questões relativas à Justa Causa apresentada.

Os subscritores informam ainda que não foi dada qualquer justificação para o facto de apenas perto dos 50% dos cerca de 3000 votos entregues terem sido validados.

“Durante a reunião com o Dr. Rogério Alves foi-nos transmitido, que, caso faltasse ou não fosse possível validar alguma documentação, existiria a possibilidade para que a mesma fosse completada ou corrigida. Contudo, dado o avassalador número de votos apresentados, sabíamos que era impossível o objetivo não ser atingido”, refere o movimento ‘Dar Futuro ao Sporting’, o qual promete dissipar “o mais rapidamente possível” todas as dúvidas colocadas pela MAG.

Contudo, apela aos responsáveis deste órgão que “não prolonguem um processo que deveria correr o mais célere possível”, até porque “adiar o inevitável, nunca é a solução, estando em causa o futuro do Sporting”.

“A situação atual do clube é insustentável. Um claro desnorte e desunião latente em todos os quadrantes da vida do clube levam a que situações como a de ontem se continuem a repetir. Um estádio vazio, silencioso e onde impera a desunião e tensão entre adeptos e sócios do nosso clube. A única coisa que solicitamos é que os sócios tenham a palavra. Apenas, e só isso! Porque são eles o passado, presente e futuro deste grandioso clube”, pode ainda ler-se no comunicado, cujo teor lembra ainda que cabe aos sócios decidir o futuro do clube e que a AG tem mesmo de se realizar caso haja votos suficientes, como determinam os estatutos.

Recorde-se que a MAG do Sporting informou hoje que o requerimento para uma Assembleia Geral destitutiva da atual Direção obedece aos requisitos estatutários exigidos em relação à validade dos subscritores, mas quer mais esclarecimentos para tomar uma decisão.

“O Sporting Clube de Portugal vem por este meio informar que os serviços analisaram os aspetos formais do requerimento, tendo apurado um total de 383 sócios subscritores válidos que correspondem a 1.365 votos. Previamente à apreciação final do teor do requerimento foram hoje solicitados alguns esclarecimentos aos requerentes. Uma vez obtidos esses esclarecimentos será proferida uma decisão, a qual será tornada pública”, pode ler-se na nota enviada hoje à comunicação social pela Mesa da Assembleia Geral do Sporting.

O movimento tem agora cinco dias úteis para apresentar os esclarecimentos adicionais requeridos pela MAG.

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