Era o melhor Sporting da temporada aquele que se apresentava em Moreira de Cónegos, em busca do quinto triunfo consecutivo na I Liga. Porém, a ambição da equipa de Rúben Amorim esbarrou na organização defensiva do Moreirense e na falta de critério a nível ofensivo, apesar de jogar quase toda a segunda parte em vantagem numérica. E convém não esquecer este dado estatístico: 98 minutos de jogo e apenas dois remates enquadrados com a baliza, o que diz muito da fraca qualidade deste duelo. Os 'leões' estão agora a 11 pontos do Benfica e têm três de vantagem sobre o SC Braga a quatro jornadas do fim da I Liga.

Com quatro novidades no onze - Luís Neto, Battaglia, Acuña e Jovane Cabral -, o Sporting teve mais bola nos primeiros 15 minutos, mas a organização do Moreirense dificultava a construção nas linhas recuadas dos 'leões', que tentavam explorar a velocidade de Plata e de Jovane nos corredores para criar perigo, mas sem sucesso.

Os minhotos libertaram-se gradualmente da pressão 'leonina', graças à dinâmica de Gabrielzinho e de Bilel nas alas, e de Filipe Soares na zona central. O médio, de 21 anos, protagonizou os dois lances mais perigosos da formação anfitriã na primeira parte: cabeceou à malha exterior lateral, aos 24 minutos, e rematou centímetros acima do travessão, de 'bicicleta', aos 29'.

O intervalo chegou sem qualquer remate à baliza e com 50% de posse de bola para cada uma das equipas. Esperava-se um Sporting mais atrevido no segundo tempo, e a expulsão de Halliche aos 51' tornou a tarefa 'leonina' mais acessível. No entanto ainda demorou até a equipa 'leonina' organizar o seu jogo ofensivo, mesmo com mais homens na frente (Wendel entrou para o lugar de Battaglia, Nuno Mendes fez subir Acuña e Joelson Fernandes rendeu Ristovski).

Aos 68' Sporar, em esforço e quase sem ângulo, rematou rasteiro para defesa apertada de Mateus Pasinato. A equipa 'leonina' pressionava cada vez mais o adversário, mas os remates não saíam bem aos visitantes, nem mesmo a Jovane Cabral, que já mostrou ser um exímio marcador de livres.

Por sua vez, o Moreirense apostava nas bolas paradas e aos 80' Steven Vitória ficou muito perto do golo ao cabecear por cima com algum perigo, na sequência de um canto. O Sporting voltaria a sentir calafrios pouco depois, devido a uma falha de comunicação entre Plata e Maximiano, a obrigar o guarda-redes 'leonino' a uma defesa por instinto para evitar o autogolo.

Um lance de possível grande penalidade a favor do Sporting, no último minuto de jogo, ainda deu a ideia de que a história do jogo poderia sorrir aos 'leões', mas Tiago Martins recorreu às imagens do VAR e considerou que o agarrão de Djavan a Coates não foi suficiente para justificar a marcação de castigo máximo.

Com este empate, o Sporting está em terceiro, com 56 pontos, mais três que o SC Braga, que goleou nesta jornada o Aves e aproximou-se dos ‘leões', enquanto o Moreirense, que não perde há quatro jogos, está em oitavo, com 39 pontos.

O momento

Expulsão de Halliche aos 51 minutos: Tudo começa num erro do internacional argelino, que perdeu a bola e teve de recorrer à falta para travar Plata, que seguia isolado, acabando por ver a cartolina vermelha. Um lance que poderia ter tido outro impacto no resultado.

A figura

Gonzalo Plata: Mesmo sem brilhar, foi dos jogadores mais ativos do Sporting durante a partida. Exemplo disso a jogada que levou à expulsão de Halliche. Faltou um melhor entendimento com Jovane.

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