O antigo membro do departamento de comunicação do Sporting, Jorge Ribeiro, foi ouvido hoje como testemunha no julgamento da invasão à academia do Sporting, em Alcochete, que está a decorrer no tribunal de Monsanto, em Lisboa.

Através de uma videoconferência a partir do Brasil, Jorge Ribeiro contou como ficou a saber do ataque à Academia de Alcochete.

"Estava a ver na TV quando vejo um grupo de pessoas a correr para dentro da academia. Interrompi a reunião entre Bruno de Carvalho e André Geraldes para dar a informação do que estava a acontecer", acrescentando que "Bruno de Carvalho reagiu mal" à notícia da invasão.

"Jorge Jesus aconselhou Bruno de Carvalho a não ir à Academia. Bruno de Carvalho ficou um pouco hesitante, sem saber muito bem o que fazer, até que decidiu ir para a Academia", referiu ainda, esclarecendo que a decisão foi tomada em cerca de 15 minutos.

Jorge Ribeiro recordou ainda que tinha sido informado por Carlos Vieira "que Bruno de Carvalho iria à Academia às 5 da tarde para reunir com a equipa técnica e com os jogadores, mas o caso 'cashball' acabou por relegar essa reunião para segundo plano".

Ao longo do julgamento, que começou em 18 de novembro de 2019 e decorre no tribunal de Monsanto por questões de logística e segurança, já foram ouvidas mais de 60 testemunhas.

O processo tem 44 arguidos, acusados da coautoria de 40 crimes de ameaça agravada, de 19 crimes de ofensa à integridade física qualificada e de 38 crimes de sequestro, todos estes (97 crimes) classificados como terrorismo.

Bruno de Carvalho, ‘Mustafá’, líder da Juventude Leonina, e Bruno Jacinto, ex-oficial de ligação aos adeptos do Sporting, estão acusados de autoria moral de todos os crimes.

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