O treinador José Mota explicou hoje que aceitou orientar o Desportivo de Chaves pela "estabilidade" do clube, e pela "capacidade" do plantel para ultrapassar o "momento mau" e alcançar a manutenção na I Liga de futebol.

"Sabemos que vamos ter dificuldades, mas aceitei a proposta pela estabilidade que o clube tem e por ter jogadores com capacidade para dar a volta a este momento mau", destacou o técnico, oficializado este domingo, em declarações aos jornalistas antes de orientar hoje de manhã o primeiro treino.

O Desportivo de Chaves ocupa o 17.º e penúltimo lugar do principal escalão com 21 pontos e no sábado rescindiu por "mútuo acordo" com Tiago Fernandes, que já tinha substituído Daniel Ramos no comando técnico, após o empate na sexta-feira com o Rio Ave para a 25.ª jornada.

A nove jornadas do final do campeonato, José Mota reconheceu que não poderá vencer todos os jogos, mas disse acreditar na "potencialidade" do plantel para ultrapassar adversários diretos na ‘luta’ pela manutenção.

O terceiro treinador da época para os flavienses, que terá Paulo Sousa, João Silva e Tiago Ferreira como adjuntos, considerou que o aspeto a melhorar no plantel é a "confiança" dos jogadores e que estes não duvidem do seu passado mas que acreditem "fundamentalmente" no seu futuro.

"Se [os jogadores] têm condições, há que ter exigência, e se há exigência é para ganhar e não podemos pensar de outra forma para conseguirmos o que o Chaves precisa, que é a manutenção", vincou.

Sem estabelecer uma barreira pontual, José Mota pensa em sair primeiro do penúltimo lugar, e depois de ser antepenúltimo, sair da zona de descida.

Reconhecendo ter uma tarefa "difícil", o técnico explicou que o único caminho é "somar pontos e vitórias".

"É um desafio, que eu tenho que ter máximo de exigência como sempre tive, mas quando olho para estes jogadores e plantel, está aí o motivo de aceitar o Chaves, porque acredito nos jogadores, no clube e nesta massa associativa", destacou.

Ao longo da carreira de treinador, José Mota já ‘salvou' equipas na descida de divisão, e o treinador explicou que nestas circunstâncias é necessário que as equipas se "galvanizem".

"Os jogadores têm de ter consciência do seu valor e saber que para vencer jogos é preciso ter forças e ir buscá-las onde muitas vezes não pensamos que estão lá", atirou.

José Mota disse ainda esperar que os seus atletas "chamem à razão a sua competência e sabedoria", para formarem um "coletivo forte", realçando ser necessário um estado anímico forte e confiança elevada.

O antigo treinador de equipas como Paços de Ferreira, Feirense, Vitória de Setúbal, Belenenses ou Desportivo das Aves, entre outros, vai estrear-se frente ao Desportivo das Aves, no qual começou a temporada e deixou em 16 de janeiro, admitindo ter "excelentes recordações".

"É a nossa vida [de treinador] e o sorteio e circunstâncias assim ditaram, mas agora que estou no lado oposto vou tentar fazer o trabalho com maior dignidade e tentar vencer um adversário extremamente difícil", garantiu.

A estreia de José Mota como treinador do Desportivo de Chaves está marcada para domingo, às 15:00, frente ao Desportivo das Aves, em jogo para a 26.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, partida que se realiza na Vila das Aves.

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