A pandemia da COVID-19 paralisou todo o mundo, e o futebol não é exceção, com as finanças dos clubes a serem fortemente afetadas pelo impacto do novo coronavírus.

O FC Porto, recorde-se, é um dos clubes sob a alçada da UEFA, por incumprimento das regras do fair-play financeiro em 2015/2016, após acumular no final dessa campanha um prejuízo recorde de 58,4 milhões de euros. Assim sendo, os 'azuis e brancos' estão obrigados a faturar mais de 100 milhões de euros de mais-valias com vendas de jogadores na próxima janela de transferências, de forma a equilibrarem as contas e não incorrerem em possíveis castigos.

No mais recente comunicado da UEFA, emitido esta quarta-feira, foram feitas várias referências ao fair-play financeiro, mas nenhuma das deliberações poderá ser entendida pela SAD portista como uma folga económica a poucos meses do fecho da temporada (30 de junho é a data de fecho das contas de 2019/2020).

Significa isto, de acordo com o jornal A Bola, que o FC Porto continua obrigado a encaixar os já referidos 100 milhões de euros de mais-valias, mesmo que o campeonato se estenda para lá de 1 de julho.

Recorde-se que a UEFA adicionou mais um mês (de 31 de março para 30 de abril) para os clubes mostrarem que não têm dívidas pendentes de impostos ou de taxas das transferências e que cumprem todas as regras determinadas pelo sistema do fair-play financeiro.

No entanto, indica a mesma publicação, a UEFA ainda poderá vir a aceitar o pedido da Associação Europeia de Clubes, que tenta convencer o organismo a declarar a desativação do fair-play durante um ano, ou, então, a optar por outras iniciativas que, não sendo tão radicais, prevejam ações igualmente menos penalizadoras para as sociedades desportivas.

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