Demissão de Hermínio Loureiro

"No final da tarde de quarta-feira, Hermínio loureiro ligou-me e estava indignado com o Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol e comunicou-me a sua renúncia ao cargo. Eu mostrei-lhe a minha solidariedade. Ele pediu-me para não me demitir, a mim a aos restantes membros da Comissão Disciplinar da Liga de Clubes. Perante este pedido, em nome do bom funcionamento, nós decidimos continuar, a não ser que fosse uma renúncia colectiva", disse Ricardo Costa em entrevista ao canal de notícias do canal SIC.

“Eu sei o que levou Hermínio loureiro a renunciar o seu cargo”, continuou o presidente da CD mas sem explicar o que levou, ao certo, Herminio Loureiro renunciar o seu cargo de Presidente da Liga de Clubes.

“Os casos Hulk e Sapunaru”

A CD decidiu, após semanas de suspensão, decidiu castigar os jogadores do FC Porto Hulk e Sapunaru, com 4 e 6 meses respectivamente, no âmbito do caso “Túnel da Luz”, de 20 de Dezembro de 2009, durante o jogo Benfica – FC Porto. O CJ reduziu o castigo para 3 e 4 jogos de suspensão.

“Nós soubemos com muita surpresa esta decisão da CJ. Juridicamente, não compreendemos a decisão da CJ, nomeadamente na questão dos ‘stewards’. Eles estão legitimamente nos túneis, não são nenhuns intrusos, são convocados pela lei. Se isto fosse uma decisão jurídica teria revogado todo o castigo. Não entendemos qual foi o critério do CJ. Só não percebo porque mudaram as responsabilidades dos 'stewards' e não de outros mais importantes”, explicou Ricardo Costa quanto à decisão do CJ em ter “alterado” a denominação dos ‘stewards’ ou agentes desportivos.

“Inquieta-nos (CD) que um órgão de recurso faça uma analogia entre um assistente desportivo e o público. Não faz nenhum sentido”, acrescentou.

O FC Porto

“Não acredito que o CJ tenha decidido em prol do FC Porto. Nós decidimos com competência e imparcialidade. Foi esta a condição que eu coloquei para aceitar o cargo que ocupo. Eu só discuto decisões técnicas e jurídicas”.

Ricardo Costa declarou que tem sentido “limitações e incómodo” com tudo o que se tem passado com este caso: “Hoje em dia existe um clima de ódio e investigação. A CD sente-se intimidada e existe até uma estratégia de exterminação deste órgão”.

Sobre o recurso apresentado pelo FC Porto, Ricardo Costa disse que irá defender-se com o regulamento, “e apenas isso”.

O Futebol português

Ana Lourenço, condutora da entrevista, pressionou Ricardo Costa para que este confessasse o seu clube, perguntando se ele era do Benfica: “O futebol português não está preparado para saber quais os clubes das pessoas que estão nos órgãos dirigentes do futebol”, respondeu o presidente da CD.

“Há pessoas no futebol que não gostam de transparência, e não estamos a falar do FC Porto. Não digo nomes, eles estão todos aí”, fez questão de frisar.

Sobre o Benfica – Nacional, conhecido pela queixa de Manuel Machado e as declarações de Ruben Micael (ainda ao serviço do Nacional) no túnel de acesso aos balneários, Ricardo Costa revelou, ou deu a entender, que foi instaurado um processo disciplinar. Só não conhecimento porque a CD optou por não divulgar. “Quando houver conclusões todos saberão. Eles não se podem ficar apenas nas queixas, têm de participar”, sublinhou.

Já sobre os castigos de Vandinho e Mossoró, no jogo de recepção do Braga ao Benfica, o dirigente desmentiu que tenha havido uma coincidência maliciosa no 'timing' do fecho do mercado de inverno de jogadores.

O futuro de Ricardo Costa

“Em Junho, sou um sério candidato a deixar o futebol e terminar o meu doutoramento”. Foram estas as palavras de Ricardo Costa, desmentindo por completo a possibilidade de integrar a SAD do Benfica.

Em modo de conclusão, o presidente da CD acredita que tem condições para continuar e lembrou um conselho do ex-presidente da Liga de Clubes Herminio Loureiro: “Depois de tudo que passámos, você (CD) tem de continuar no futebol”.

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