554 dias separam dois momentos na história do Sporting. O dia 3 de março de 2017 que culminou na eleição de Bruno de Carvalho com uma das maiores votações de sempre da história do clube, cerca de 86,13 e o dia que vai decidir quem irá ser o novo presidente dos leões, no dia 8 de setembro.

Em março de 2017, o presidente do leões venceu de 'goleada' Pedro Madeira Rodrigues e reforçou a sua posição como presidente do Sporting. Nunca na história das eleições do Sporting um vencedor tinha ganho de forma tão categórica. Esse ato eleitoral foi o mais participado de sempre da história leonina com 18.755 eleitores. 554 dias depois esse número poderá ser batido, numa eleição de desta feita conta com seis candidatos.

O Sporting vai entrar num novo ciclo depois da destituição de Bruno de Carvalho. Mas importa recordar o conjuntos de acontecimentos que culminaram na saída do presidente dos leões, - que de praticamente unânime passou a ser muito contestado. Dos feitos ficam a construção da nova casa das modalidades ‘leoninas’ que é a face mais visível da aposta reforçada no ecletismo do clube e que já se traduziu na conquista de muitos títulos para as modalidades. No futebol, falhou o principal objetivo que passava pelo conquista do campeonato nacional.

Cinco anos no poder, saltou para a ribalta em 2011

Bruno de Carvalho
O presidente destituído do Sporting tentou tomar passe da presidência. créditos: © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Os dedos de uma mão são suficientes para contar os anos de Bruno Carvalho na presidência do Sporting, cinco, mas não chegam para enumerar todas as polémicas de um mandato que revolucionou o clube.

Foi em 2011 que a grande maioria dos sócios começou por ouvir pela primeira vez o nome do empresário. Com um passado discreto ligado ao hóquei em patins do clube e passagens pelas claques, Bruno de Carvalho tinha como principal cartão de visita a presidência da Fundação Aragão Pinto. No entanto, a irreverência e a vontade de rutura com o passado recente cativaram muitos adeptos.

Apresentou-se como candidato à presidência do Sporting em 2011 e acabou por sair derrotado por cerca de 300 votos por Godinho Lopes, numas eleições marcadas pela controvérsia, por anúncios de vitória que não se confirmariam e recontagens que mudariam o rumo eleitoral já a madrugada ia longa. Mas não foi longa a espera para concretizar o sonho da sua vida.

A derrota dessa noite colocou-o também como favorito num futuro que se revelou bastante próximo. Em 23 de março de 2013, Bruno de Carvalho venceu José Couceiro e Carlos Severino e tornou-se o 42.º presidente do clube, e pouco ficaria na mesma no Sporting, com a mudança a verificar-se em quase todas as áreas.

O estilo algo truculento e polarizador, impregnado da paixão de adepto, foi uma das primeiras marcas. No entanto, com o clube mergulhado numa profunda crise desportiva e financeira, o jovem presidente - eleito com 41 anos - avançou com uma reestruturação financeira. Reduziu o passivo, renegociou a dívida, apertou o cinto nos gastos e devolveu um rumo aos ‘leões’.

No futebol, o grande motor do clube, viu o clube terminar no sétimo lugar - a sua pior classificação de sempre -, mas deu passos sólidos para o reerguer. Primeiro, foi Leonardo Jardim, que devolveu a equipa aos lugares da ‘Champions’ em 2013/14; depois, chegou Marco Silva e a conquista da Taça de Portugal de 2014/15; por fim, a aposta total em Jorge Jesus.

Pelo caminho abriu guerras contra quase tudo e quase todos: o Benfica, o FC Porto, a Federação Portuguesa de Futebol, a Liga de clubes, fundos de investimentos, empresários, antigos presidentes do Sporting, adeptos do próprio clube e a comunicação social. Os alvos foram variando ao longo do tempo, mas todos foram objeto de palavras duras, muitas vezes através do Facebook, um traço distintivo em relação aos outros presidentes de clubes.

No meio de todos os combates, declarou sempre a defesa intransigente dos interesses do Sporting e foi também em nome do seu crescimento que se envolveu noutras batalhas fora do relvado, como a construção do Pavilhão João Rocha. Do sonho adiado à realidade foram precisos pouco mais de quatro anos na presidência, culminados com a inauguração em junho de 2017.

A nova casa das modalidades ‘leoninas’ é a face mais visível da aposta reforçada no ecletismo do clube e que já se traduziu em vários títulos no atletismo, hóquei em patins e andebol, tendo também decretado o regresso do voleibol sénior ao clube mais de 20 anos após a sua extinção. A competitividade e a ambição das equipas foram as imposições de Bruno de Carvalho.

Ainda antes, em março de 2017, foi reeleito para um novo mandato com uma vitória arrasadora nas eleições frente a Pedro Madeira Rodrigues, recolhendo mais de 86% dos votos. Uma demonstração de confiança que o presidente exigiu ser renovada apenas um ano depois em Assembleia Geral (AG).

No início deste ano, a alteração de estatutos e a mudança no regulamento disciplinar do clube, conferindo mais poder à direção por si liderada, foram criticadas por opositores numa AG que ficou a ‘meio’. Num momento em que a equipa de futebol ainda festejava a vitória inédita na Taça da Liga, Bruno de Carvalho chamou a si todas as atenções e colocou a sua continuidade nas mãos dos sócios.

Em 17 de março, em nova AG, os sócios aprovaram os pontos da discórdia e disseram ‘sim’ por larga maioria à sua continuidade, contra as vozes que o acusam de querer ter controlo absoluto do clube e desejar eternizar-se no cargo. Bruno de Carvalho saiu assim com poderes ‘reforçados’ à beira de completar cinco anos de presidência que mudaram a história recente do Sporting.

Da unanimidade à rotura

Cerca de meia centena de indivíduos invadiram a Academia de Alcochete
Elementos das Guarda nacional republicana, entram na Academia de Alcochete, após cerca de meia centena de indivíduos, de cara tapada, alegadamente adeptos ‘leoninos’, invadiram a Academia de Alcochete e, depois de terem percorrido os relvados, chegaram ao balneário da equipa principal, agredindo vários jogadores, entre os quais Bas Dost, Acuña, Rui Patrício, William Carvalho, Battaglia e Misic, assim como o treinador Jorge Jesus, Alcochete, 15 de maio de 2018. Fonte da GNR confirmou à Lusa estar a proceder à “identificação presencial de indivíduos que presumivelmente estiveram envolvidos” na ocorrência, recusando confirmar se foram efetuadas detenções no local ou nas imediações. MÁRIO CRUZ/LUSA créditos: © 2018 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

Apesar de ter vivido alguns momentos conturbados, no dia 17 de março deste ano, Bruno Carvalho acabou por ver aprovada por larga maioria a sua continuidade da AG do clube.

Contudo, a rotura começou a desenhar-se no mês seguinte com a degradação das relações entre o presidente, os jogadores e a equipa de futebol, com o apogeu da situação a culminar nas agressões em Alcochete.

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No dia 5 de abril, depois da derrota do Sporting na Liga Europa frente ao Atlético de Madrid, o presidente dos leões acabou por criticar os "erros grosseiros de futebolistas internacionais e experientes". Com a invasão em Alcochete, e o descontentamento de várias vozes dentro e fora do Sporting, a saída acabou por ter lugar no dia 23 de junho. Em Assembleia Geral extraordinária 71,36% dos votos, numa das mais concorridas reuniões magnas do clube, em que estiveram presentes 14.735 sócios, votarem na destituição do Conselho Diretivo.

No dia 16 de julho, O presidente demissionário da MAG anuncia a composição da Comissão de Gestão (CG) do clube, que integra 11 elementos e é presidida por Artur Torres Pereira, que até 2017 foi vice-presidente de Bruno de Carvalho. A comissão integra como presidente da SAD, José Sousa Cintra, antigo presidente dos leões, que acabou por fazer o planeamento da temporada e contratar o técnico José Peseiro.

Nesta sexta-feira, Bruno de Carvalho publicou um comunicado nas redes sociais onde garante que vai manter o pedido de impugnação do ato eleitoral para a presidência do Sporting.

Cronologia dos acontecimentos que levaram à saída de BDC

05 de abril:

- O Sporting perde por 2-0 com o Atlético de Madrid, na primeira mão dos quartos de final da Liga Europa, e o presidente do clube, Bruno de Carvalho, que não se deslocou a Madrid, utiliza o Facebook para criticar “erros grosseiros” de “futebolistas internacionais e experientes”.

06 de abril:

- A maioria dos jogadores divulga nas redes sociais um comunicado conjunto no qual mostra o seu desagrado pelas críticas do presidente e lamenta a falta de apoio da direção.

- Através do Facebook, Bruno de Carvalho anuncia a suspensão dos jogadores que subscreveram o comunicado, manifestando-se “farto de atitudes de miúdos mimados, que não respeitam nada, nem ninguém”.

08 de abril:

- O Sporting vence o Paços de Ferreira por 2-0, na 29.ª jornada da I Liga, com milhares de adeptos a aplaudirem a equipa e a assobiarem Bruno de Carvalho, que vai à sala de imprensa acusá-los de “serem ingratos e de terem memória curta”.

- O presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting (MAG), Jaime Marta Soares, considera “esgotadas as hipóteses de manutenção” de Bruno de Carvalho, e este assegura que a direção vai pedir a marcação de uma Assembleia Geral (AG), acrescentando que Marta Soares é um “foco de problemas”.

- O presidente anuncia o seu afastamento da rede social Facebook, numa publicação em que assinala a traição do presidente da MAG.

11 de abril:

- O Sporting retira os processos disciplinares que tinham sido levantados aos futebolistas do plantel.

13 de maio:

- O Sporting é derrotado por 2-1 no estádio do Marítimo, na última jornada da I liga, e perde o segundo lugar para o Benfica e a possibilidade de disputar a Liga dos Campeões. Os jogadores são insultados à saída do Estádio dos Barreiros, no aeroporto do Funchal, e já à chegada da comitiva ao estádio José Alvalade.

14 de maio:

- A direção da SAD convoca todo o plantel e as equipas técnica e médica, em dia de folga, para reuniões em Alvalade.

15 de maio:

- Durante o primeiro treino da equipa de futebol após a derrota na Madeira, cerca de 40 adeptos ‘leoninos’ encapuzados invadem a Academia de Alcochete e agridem vários jogadores, bem como o treinador Jorge Jesus e outros membros da equipa técnica.

- Bruno de Carvalho considera que o que se passou em Alcochete foi “um crime público”, garante que o clube vai averiguar “internamente” o que aconteceu, para que tal episódio não volte a acontecer, e aponta o dedo ao Governo.

- Os incidentes na Academia são repudiados pelos Presidentes da República e da Assembleia da República, pelo Primeiro-Ministro, pelos partidos com assento parlamentar, e por vários organismos ligados ao futebol.

16 de maio:

– A GNR efetua 23 detenções e apreende cinco viaturas na sequência da invasão à Academia do clube.

- Os futebolistas do Sporting reúnem-se com o sindicato dos jogadores e anunciam que vão disputar a final da Taça de Portugal, independentemente das medidas legais a tomar por cada um após as agressões de que foram alvo na Academia.

17 de maio:

- A MAG anuncia a demissão em bloco, o mesmo acontecendo com o presidente e vários membros do Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), que deixa de ter quórum.

- Jaime Marta Soares e Álvaro Sobrinho, presidente da Holdimo, grupo empresarial detentor de 30% das ações da SAD, apelam à demissão de Bruno de Carvalho.

17 de maio:

Demitem-se quatro membros do CD: os efetivos António Rebelo e Luís Loureiro, e os suplentes Jorge Sanches e Rita Matos.

18 de maio:

Bruno Mascarenhas, responsável pelo pelouro da expansão e núcleos do clube, demite-se do cargo de vogal do CD. O órgão continua a ter quórum.

19 de maio:

- Bruno de Carvalho afirma que o “ato bárbaro” que aconteceu na Academia de Alcochete foi “involuntariamente” criado pelos próprios jogadores, quando dias antes fizeram “frente” a alguns membros das claques, e anuncia que não vai ao Jamor assistir à final da Taça de Portugal, por considerar que não estão reunidas as condições necessárias.

- O presidente acusa José Maria Ricciardi e Álvaro Sobrinho de serem "estrategas" do "terrorismo" que se tem vivido nos ‘leões', e afirma que a Holdimo já "deveria ter vendido a sua participação" na SAD.

- O líder da Juventude Leonina, Nuno Mendes ‘Mustafá’, garante que não houve qualquer pedido, sugestão ou sequer aval de Bruno de Carvalho à claque para qualquer ação contra os futebolistas do Sporting.

20 de maio:

- O presidente demissionário da MAG esclarece que marcará eleições de imediato para todos os órgãos sociais, e não haverá Comissão de Gestão, se o presidente Bruno de Carvalho se demitir.

- O Sporting é derrotado por 2-1 pelo Desportivo das Aves na final da Taça de Portugal.

- Bruno de Carvalho volta às publicações na rede social Facebook e pede aos adeptos que apoiem a equipa, afirmando que “a frustração nunca pode separar uma família”.

21 de maio:

- O juiz de instrução criminal do Tribunal do Barreiro decreta prisão preventiva para os 23 detidos na sequência das agressões na Academia.

- O Sporting anuncia ter pedido uma reunião com o Primeiro-Ministro e faz saber que reforçará as medidas de segurança na Academia, em Alcochete, e no Estádio José Alvalade, em Lisboa.

22 de maio:

- O Sporting nomeia Augusto Inácio como diretor-geral do futebol do clube.

24 de maio:

- O diretor clínico, Frederico Varandas, anuncia a demissão e mostra-se disponível para se apresentar como futura solução diretiva.

- O presidente demissionário da MAG anuncia que ficou agendada uma AG de destituição dos órgãos sociais do clube para 23 de junho, e Bruno de Carvalho considera que a reunião é uma "bomba atómica".

28 de maio:

- A MAG anuncia que vai designar uma Comissão de Fiscalização (CF) para exercer transitoriamente as funções que cabem ao Conselho Fiscal e Disciplinar (CFD), que perdeu quórum.

29 de maio:

– O CD entende que não se verificam nenhuma das premissas invocadas pela MAG para ser nomeada uma comissão de gestão do CFD, enquanto a MAG insiste que o mandato do CFD cessou, com a renúncia da maioria dos seus membros, e garante que vai nomear uma CF para evitar vazio neste órgão.

31 de maio:

- O presidente demissionário da MAG anuncia a composição da CF: Henrique Monteiro, João Duque, António Paulo Santos, Luís Pinto de Sousa e Rita Garcia Pereira.

01 de junho:

- O CD anuncia que decidiu substituir a MAG e respetivo presidente através da criação de uma Comissão Transitória (CT) da MAG, para a qual nomeia Elsa Tiago Judas, Bernardo Trindade Barros e Yassin Nadir Nobre. O presidente da MAG considera que esta Comissão “não tem cobertura estatutária” e por isso “é ilegal”.

- A Holdimo, segunda maior acionista da SAD, faz saber que entregou em tribunal uma ação especial para destituir a administração liderada por Bruno de Carvalho.

- O presidente da MAG esclarece que não apresentou, formalmente, a demissão do cargo.

- Os futebolistas Rui Patrício e Daniel Podence rescindem unilateralmente, alegando justa causa. Bruno de Carvalho afirma que o guarda-redes está a ser manipulado pelo empresário Jorge Mendes.

- A presidente da CT da MAG, Elsa Tiago Judas, convoca uma AG para 17 de junho, para aprovação do orçamento, e outra para 21 de julho, para eleição da MAG e do CFD.

04 de junho:

- Cerca de 500 adeptos manifestam-se em frente à SAD pedindo a demissão de Bruno de Carvalho e a realização de eleições antecipadas para os órgãos sociais.

- É entregue à CF nomeada pela MAG uma participação disciplinar contra o CD, subscrita por 21 associados, que denuncia a “prática de gravíssimos ilícitos disciplinares que colocam em causa a própria subsistência da instituição”.

05 de junho:

- O treinador Jorge Jesus, que tinha mais um ano de vínculo com o Sporting, assina um contrato de um ano, mais outro de opção, com os campeões sauditas do Al Hilal, na vépera de o Sporting confirmar a rescisão por mútuo acordo.

06 de junho:

- Guilherme Pinheiro renuncia ao cargo do administrador da SAD.

- Quatro pessoas, entre as quais o ex-líder de claque Juventude Leonina Fernando Mendes, são detidas por suspeitas de comparticipação na invasão e agressões aos jogadores e equipa técnica.

08 de junho:

- Os quatro detidos por suspeitas de participação nas agressões na Academia ficam em prisão preventiva.

- É conhecida a decisão de uma primeira providência cautelar apresentada por Jaime Marta Soares que lhe reconhece legitimidade para presidir à MAG sem, no entanto, garantir a realização da reunião magna agendada para 23 de junho.

10 de junho:

- O CD anuncia que vai propor a alteração de três artigos dos estatutos do clube, dois sobre a renúncia de titulares de mandatos, e outro sobre a nomeação de dirigentes, na AG de 17 de junho.

11 de junho:

- Os futebolistas Gelson Martins, William Carvalho, Bas Dost e Bruno Fernandes rescindem os contratos, alegando justa causa.

- Bruno de Carvalho garante que o CD apresenta “imediatamente” a demissão se os seis futebolistas que rescindiram contrato invocando justa causa recuarem para permanecer no clube, mesmo que esta direção vença novas eleições.

- O presidente demissionário da MAG anuncia que vai avançar com duas novas providências cautelares para garantir “tudo o que é importante” para realizar a AG de 23 de junho.

13 de junho:

- A CF designada pela MAG anuncia a suspensão preventiva dos membros do CD, que têm 10 dias úteis para o contraditório e estão impedidos de entrarem nas instalações do clube. A suspensão não tem efeito sobre a presidência da SAD. Na base da decisão está a participação disciplinar subscrita por 21 associados e entregue em 04 de junho.

- A CT da MAG, nomeada por Bruno de Carvalho, reage à suspensão preventiva garantindo que o presidente e todo o CD vão continuar em funções.

14 de junho:

- Os futebolistas Rúben Ribeiro, Battaglia e Rafael Leão apresentam pedidos de rescisão de contrato, aumentando para nove o número de jogadores que saem do clube.

- O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa considera ilegal a CT da MAG, nomeada pela direção, bem como as reuniões magnas marcadas para 17 de junho e 21 de julho.

- Bruno de Carvalho reafirma que não se demite, considera que a AG de 23 de junho está “ferida de legalidade”, mas assegura que vai garantir os meios para a sua realização.

15 de junho:

- O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa obriga a direção a entregar os cadernos eleitorais ao presidente da MAG, para a realização da reunião magna de 23 de junho, e determina que o CD pague as despesas inerentes à sua realização.

16 de junho:

- O presidente demissionário da MAG anuncia a composição da Comissão de Gestão (CG) do clube, que integra 11 elementos e é presidida por Artur Torres Pereira, que até 2017 foi vice-presidente de Bruno de Carvalho.

A comissão, que deverá substituir o CD suspenso, integra ainda Sousa Cintra, Luís Marques, António Sá Costa, Silvino Sequeira, Jorge Lopes Gurita, Alexandre Cavalleri, Rui Nunes Moço, Pedro Roque Reis, António José Rebelo e José Diogo Leitão.

18 de junho:

- O Sporting contrata, por três épocas, o treinador de futebol sérvio Sinisa Mihajlovic.

19 de junho:

- A PWC, auditora da Sporting SAD, considera existir uma ameaça concreta à continuidade das operações da sociedade na sequência das rescisões de contratos de jogadores e uma impossibilidade de realização do valor de venda dos ativos no curto prazo.

- Bruno de Carvalho convida Jaime Marta Soares, um membro da CF, e o presidente da CG para um debate na televisão do clube, em 22 de junho, antes da AG de destituição de sábado.

20 de junho:

- A CG anuncia que os seus elementos foram impedidos de entrar em Alvalade para iniciarem funções no clube, e garante que vai apresentar queixa em tribunal e ao presidente da MAG.

- O CD anuncia a interposição de providências cautelares “contra a legitimidade” das comissões de Fiscalização e de Gestão do clube, e dos membros demissionários da MAG.

23 de junho:

- A destituição de Bruno de Carvalho é aprovada em Assembleia Geral extraordinária por 71,36% dos votos, numa das mais concorridas reuniões magnas do clube, em que estiveram presentes 14.735 sócios.

24 de junho:

- Sousa Cintra é o substituto de Bruno de Carvalho na SAD do Sporting, na sequência da suspensão e posterior destituição de Bruno de Carvalho da presidência do Sporting.

01 de julho:

- O Sporting oficializa a contratação de José Peseiro como treinador, tendo sido apresentado em Alvalade por Sousa Cintra que apontou o objetivo do técnico: ser campeão.

11 de julho:

- Bruno de Carvalho apresenta a candidatura à presidência do Sporting, cujas eleições foram marcadas para 08 de setembro, mesmo sabendo do risco de ser suspenso.

02 de agosto:

- Bruno de Carvalho foi suspenso durante um ano como sócio do Sporting após a decisão da Comissão de Fiscalização do Sporting decorrente do processo disciplinar em curso desde 13 de junho. O presidente ficava assim impedido de apresentar as respetivas candidaturas à presidência do Sporting.

05 de agosto

- Bruno de Carvalho foi substituído por Erik Kurgy como cabeça de lista para as eleições do Sporting, que continuará “a trabalhar” com o ex-presidente do clube.

09 de agosto

- Foram apresentadas oito listas para as eleições da presidência do Sporting: Francisco Varandas foi o primeiro a avançar, depois seguiram-se Madeira Rodrigues e Benedito, ainda antes de Bruno de Carvalho e José Maria Ricciardi. Dias Ferreira, Tavares Pereira e Rui Jorge Rego também formalizarem as respetivas listas. Carlos Vieira, entretanto, desistiu.

10 de agosto

- Candidatura de Bruno de Carvalho rejeitada: O órgão liderado por Jaime Marta Soares terá rejeitado a lista do antigo presidente dos 'leões' por considerar que a mesma não cumpre os princípios definidos pelos estatutos do clube.

17 de agosto

- Bruno de Carvalho deslocou-se ao Estádio de Alvalade para entregar uma providência cautelar que terá anulado a destituição do antigo presidente do Sporting. Tribunal concordou que a sua destituição foi ilegal e decidiu por isso mesmo anular a decisão. O presidente destituído do Sporting está em Alvalade com o objetivo de voltar a ocupar o lugar de presidente que deixou a 23 de junho.

7 de setembro

Bruno de Carvalho publicou durante a madrugada desta sexta-feira um comunicado nas redes sociais onde garante que vai manter o pedido de impugnação do ato eleitoral para a presidência do Sporting.

Eleições realizam-se no dia 8 de setembro.

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