Declarações de Daniel Ramos, treinador dos insulares, na conferência de imprensa, após o jogo Marítimo-FC Porto (0-1), da 32.ª jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado no Estádio do Marítimo, no Funchal.

"[Expulsão do Amir é momento do jogo?] Claramente que sim, até por aquilo que estava a acontecer. Apesar de alguma superioridade do FC Porto na primeira parte, nós também estávamos a conseguir dividir o jogo.

Esse momento é decisivo porque nos retira grandes possibilidades de lutarmos e de fazermos o jogo que queríamos. Tentámos sempre estar organizados e preencher bem os espaços. A nossa estratégia passava por aí e acho que a fizemos muito bem. Acho que estávamos a conseguir controlar o jogo.

Isso levou-nos a pensar que um jogo taco a taco iria ser muito complicado para nós. Tentámos gerir e controlar os espaços à mesma num bloco mais baixo a partir desse momento e aproveitar as nossas oportunidades se elas acontecessem. O jogo ficou descaracterizado na intenção de ser um jogo mais equilibrado e reduziu as nossas possibilidades de pontuar.

Por norma, sou sempre um defensor de que, mesmo que haja erro, a equipa de arbitragem tem o benefício da dúvida porque não é fácil de decidir. Contudo, é evidente que, se puxar a brasa para a minha sardinha, digo que o Soares ‘arranjou’ a bola com a mão antes do contacto e isso seria falta ao contrário.

Certo ou errado? Não dá para puxar atrás. Se houver erro, é análise para especialistas. Na minha ótica, dava para marcar falta a favor do Marítimo, mas aceito que é um lance difícil de ajuizar.

Nós, treinadores, queremos que haja coerência e ainda hoje assisti, como nos últimos jogos, que há lances que são analisados com diferentes critérios e isso chateia-me. Uniformizar critérios, ter o mesmo tipo de análise e o VAR (vídeoárbitro) ser mais coerente nas decisões é, para mim, o caminho para que, no próximo ano e neste fecho de campeonato, os treinadores possam falar menos e as decisões serem ainda mais acertadas".

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