Sérgio Conceição nega que haja uma 'caça' ao Rafa, como sugeriu o Benfica. O treinador do FC Porto lembra que as características do extremo do Benfica obriga os adversários a recorrerem a falta para o travar mas tal acontece com atletas rápidos e desequilibradores, como também é o caso de Luis Díaz. Conceição lembra que os adversários do Benfica tem feito faltas mas também tem sido castigados com amarelos e vermelhos.

Na conferência de imprensa de antevisão do clássico, o treinador do FC Porto falou do plano para travar o Benfica, das opções na direita da defesa, de Marchesín.

Benfica goleador e sem sofrer golos: "Olhando para essa caudal ofensivo e comportamentos que a equipa tem, é uma formação que tem revelado consistência. Não é que não cometa erros, mas se calhar os adversários não souberam explorar esses erros. Não há equipas 100 por cento eficazes durante 90 minutos de jogo. Olhando para as estatísticas e comportamentos, acho que preparámos o jogo da melhor forma para fazer golos e não sofrer. Digo sempre que prefiro ganhar por 1-0 e não por 2-1".

Benfica falou em 'caça ao Rafa': "O Rafa é um elemento importante na dinâmica ofensiva do Benfica, no ataque rápido e contra-ataque e de acelerar com bola. Pode provocar que o adversário o tente travar e que aconteçam essas faltas, como acontecia com o Brahimi e acontece agora com o Luis Díaz. Mas os adversários têm sido bem castigados, já são 19 amarelos e dois vermelhos por acumulação em três jogos. Há um equilíbrio normal. A caça? Não vejo caça a ninguém. Não nos focamos num jogador."

Últimos jogos de Marchesín e jogo com os pés: "Olhamos para as características do jogador antes de partirmos para um negociação. O início de construção é uma peça fundamental. Em 70 por cento das situações de jogo, jogamos no meio-campo ofensivo, por isso é importante que [o guarda-redes] seja importante a sair dos postes. Olhamos para o que na nossa opinião são os pontos mais fortes desse jogador".

Campeão nas duas últimas épocas foi equipa que mais clássicos e dérbis ganhou: "Estes jogos têm sempre o seu peso. Digo-vos uma coisa. O FC Porto nos últimos dois anos bateu o recorde de pontos, mas ganhou só um campeonato. Os pontos não se festejam, festejam-se os títulos. Os Clássicos e os jogos grandes têm um peso importantes se as equipas conseguirem ganhar os outros encontros. Estes jogos ganham peso se nos outros conseguirmos ganhar. O campeonato tem 102 pontos, estamos na terceira jornada. Há muitos pontos em disputa e isto não é um aliviar de pressão. Eu gosto de pressão".

As muitas mudanças na equipa do FC Porto: "O esquema tático, o chamado sistema, foi sempre o mesmo, tirando um jogo onde quisemos dar algo diferente a esse jogo. Que por acaso não correu bem [n.d.r. derrota com o Krasnodar em casa]. O que é a base e estrutura é sempre o mesmo. Podemos é provocar situações diferentes dentro de um 4-4-2. Depende do que quero para o jogo e do que queremos explorar no adversário. Depende do que eu quiser da equipa e daquilo que é o equilibro.

Muitos jogadores novos pode trazer pressão acrescida? "Todos os jogadores têm noção do que são estes jogos. Não há aqui ninguém ingénuo. Obviamente que com tempo e trabalho há pormenores que vão se vão afinando".

O Benfica-FC Porto, da 3.ª jornada da I Liga, está marcado para às 19h00 deste sábado e poderá ser acompanhado no SAPO Desporto, com fotos e vídeos dos principais lances.

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