Bruno Duarte, avançado do Vitória de Guimarães, viajou para o Brasil no passado dia 29 de março, para se juntar à sua família mais próxima, em São Paulo.

O jogador falou esta quinta-feira aos jornalistas por videoconferência, explicando os motivos que o levaram a regressar ao seu país, com o aval do clube minhoto.

"O Vitória tinha deixado ao meu critério se ficava em Portugal ou se vinha para o Brasil. Aguentei duas semanas, talvez mais, mas chegou um momento em que era mais importante ficar junto da minha família mais próxima. Tomei todos os cuidados possíveis na viagem, tudo para não trazer qualquer risco para eles. E agora estou aqui, como estava aí, de quarentena, a fazer os treinos diários que o clube manda. Ainda estou como o fuso horário daí, deito-me cedo, acordo mais cedo. A vida segue normal", explicou Bruno Duarte, em declarações reproduzidas pelo jornal Record.

"Ainda não faço ideia quando vou poder voltar. Há muita indecisão. Vim para cá e, pelo andar da carruagem, essa paragem do campeonato ainda se vai estender, não está para breve a retoma. O momento é de esperar. Quem puder fazê-lo junto das suas famílias, melhor. Esperar, tomar cuidados, para que em breve tudo possa voltar à normalidade", disse.

O ponta de lança partilha ainda o cenário que encontrou após aterrar no Brasil: "Quando estava aí tinha o pensamento que aqui estariam mais relaxados, mas quando cheguei percebi que já havia um certo receio, algum medo na população. No voo onde vim não podiam vir estrangeiros, só brasileiros, e isso trouxe-me algum conforto, alguma tranquilidade. As pessoas estão a levar a sério. Quando cheguei aqui todas as lojas e mercados já estavam fechados, havia muito pouca gente na rua. As medidas estão a ser tomadas como aí em Portugal."

Em relação à questão da redução salarial, que tem estado na ordem do dia, Bruno Duarte revela que ainda nada está decidido, mas não levanta problemas.

"Até agora ainda não foi decidido nada entre o Vitória e os jogadores. Penso que isto é uma fase complicada para todos, desde as grandes empresas aos grandes clubes, de todos os países. Sabemos que a economia vai quebrar, haverá muitas dificuldades para todos. O melhor é pensarmos juntos, estarmos juntos em qualquer situação e ver o que é melhor para o clube e para os jogadores. Isso vai ser muito tranquilo de se resolver. O mais importante é a gente passar por este momento", vincou.

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