Já com a Premier League terminada e numa altura em que se fala de uma proposta milionária do Arsenal para rescindir, Mezut Ozil concedeu uma entrevista ao site 'The Athletic' onde abordou o corte salarial que não aceitou durante a pandemia de COVID-19.

O jogador dos gunners explicou que apesar de todos quererem ajudar, era necessária mais informação, algo que não terá chegado ao plantel.

"Como jogadores, todos queríamos contribuir. Mas precisávamos de mais informação e muitas questões não tinham resposta. Toda a gente aceitava um adiamento durante o período de maior incerteza (...) e se um corte fosse necessário(...). Qualquer pessoa nesta situação, tem o direito de saber tudo, de perceber porque está a acontecer e para onde é que o dinheiro está a ir. Mas nós não recebemos detalhes suficientes, só tínhamos de dar uma decisão. Foi tudo demasiado rápido para algo tão importante e tínhamos muita pressão", explicou.

O médio de 31 anos procedeu depois com os outros motivos que o levaram a não aceitar o corte.

"Não foi justo, principalmente para os mais novos, e eu recusei. Tinha um bebé em casa e compromissos com a minha família aqui, na Turquia e na Alemanha - e para as minhas caridades e para um novo projeto onde começamos a apoiar pessoas em Londres que é do coração e não por publicidade", acrescentou.

Contudo, Ozil afirma que não foi o único a recusar o corte salarial mas que só o seu nome saiu para o público o que revela, segundo o alemão, uma campanha para o tentar "destruir".

"As pessoas que me conhecem sabem o quão generoso sou e, tanto quanto sei, não fui o único jogador a recusar o corte, mas só o meu nome é que saiu cá para fora. Penso que foi porque sou eu e as pessoas tem tentado destruir-me nestes dois anos, fazer-me infeliz, levar a cabo uma agenda que esperam que vire os adeptos contra mim e 'pintar-me' de uma forma que não sou", disse, antes de afirmar que, apesar disso, não tem medo de lutar pelo que considera correto.

"Possivelmente a decisão afetou as minhas hipóteses em campo, não sei. Não tenho medo de defender o que acho que é correto - e quando vemos o que aconteceu com os empregos, se calhar foi", concluiu.

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