Em 1997, Luciano Giovanelli era um promissor jogador que crescia nas camadas jovens do Corinthians. Como qualquer miúdo de São Paulo, vestir a camisola do ‘Timão’ e marcar um golo diante da sua ‘torcida’ era o sonho de uma vida. Porém, foi preciso deixar o futebol e esperar longos 17 anos para realizar aquilo que sempre almejara.

As lesões foram o carrasco que cortou precocemente o futuro de Luciano Giovanelli, levando-o para uma nova vida como engenheiro. E foi enquanto engenheiro que conseguiu aquilo que não chegou a conseguir enquanto jogador das camadas: o golo no novíssimo estádio do Corinthians, que será finalmente inaugurado no próximo dia 18, com o primeiro jogo oficial frente ao Figueirense.

O sonho tornou-se realidade na última quinta-feira, no jogo entre funcionários da Odebrecht, construtora responsável pelas obras do estádio, que serviu como um primeiro ensaio para o que se verá dentro de cerca de um mês no Mundial 2014. Luciano Giovanelli, de 34 anos, vestiu a camisola número 5 do seu clube de sempre e recordou a sua outra vida como jogador, apontando o primeiro golo de sempre no novo estádio.

“Saí nas costas da defesa, recebi o lançamento, dei o toque no canto e corri para o abraço. Foi muito emocionante, tem pouca gente na ‘torcida’ e já faz barulho! Imagino isso aqui lotado”, contou o antigo jogador à imprensa brasileira.

Luciano Giovanelli integrou o projeto do novo recinto desde o início das obras, em maio de 2011, estando ligado à contratação de seguros na Odebrecht. O engenheiro viu crescer o estádio desde o primeiro dia e nem os atrasos e as mortes de operários que ocorreram durante este processo minimizou o sentimento de orgulho. “Quando eu cheguei aqui, isso era só terra. Ver essa obra pronta é muito gratificante. Poder jogar onde os grandes craques vão passar é sensacional”, confessou.

Este será o palco da abertura do próximo Campeonato do Mundo, com o duelo entre o Brasil e a Croácia, no dia 12 de junho, mas Luciano Giovanelli vincou a esperança de não ver o seu nome esquecido na história que agora se vai começar a escrever na Arena Itaquerão. Nem os possíveis golos de Neymar, Hulk ou Fred vão reescrever o primeiro capítulo, que disse ser da sua autoria. “O meu golo é o que vale”, gracejou o antigo jogador, que agora apenas joga nos escritórios. Perdeu-se um jogador, mas ganhou-se um engenheiro com ‘faro’ de golo. 

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