Há dois anos, Busquets festejava a conquista do Euro’2008 pela Espanha através da televisão. O médio, então com 19 anos, deambulava nas reservas do Barcelona, até Pep Guardiola ascender ao comando do colosso catalão e integrá-lo no plantel principal.

Foi assim que começou o conto de fadas de Busquets e que neste ano atingiu o ponto mais alto com o triunfo no Mundial. Já poucos se lembram do experiente Marcos Senna, o brasileiro naturalizado espanhol que vigiava as costas de Xavi, Iniesta ou Fabregas durante o último Campeonato da Europa e que mereceu mesmo um lugar no onze ideal.

Com duas épocas de constante afirmação no campeão espanhol, Busquets chamou a atenção de Vicente del Bosque em 2009 e não tardou a encontrar o seu espaço numa equipa recheada de estrelas.

Senna eclipsou-se e o jovem internacional soube vincar a sua posição face ao ‘concorrente’ Xabi Alonso. Aliás, à excepção da derrota com a Suíça na estreia neste Mundial, foi o jovem Busquets a manter-se firme na equipa, deixando o categorizado jogador do Real Madrid frequentemente na corda bamba das substituições.

Ao estilo refinado da ‘cantera’ do Barcelona, onde bebe a ‘sabedoria’ dos professores Xavi e Iniesta, Busquets alia também uma boa compleição física e visão de jogo que o tornam temível nos duelos a meio-campo.

Se há zona onde se decidem os jogos, essa zona é o meio-campo. Curiosamente, será também esse o núcleo mais forte da campeã do Mundo. Perante este enquadramento, é fácil antever que Busquets, de 22 anos, será uma pedra base no edifício da ‘Roja’ na próxima década.

Outrora conhecida pela sua ‘fúria’, a Espanha é hoje a pátria do ‘tiqui-taca’, uma identidade construída em torno da posse de bola. E se Busquets se mostra um digno representante da modernidade espanhola, tal não seria possível sem o respeito pelo passado: a ‘fúria’ do meio-campo da ‘Roja’ é ele.

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