O Nacional vai disponibilizar o Estádio da Madeira, no Funchal, ao Marítimo para a Liga Europa de futebol, mas com uma série de exigências, nomeadamente o pagamento de 25 mil euros por jogo, foi hoje anunciado.

Esta condição e uma caução de 100 mil euros para precaver eventuais estragos são os principais pontos de um conjunto de 14 exigências do Nacional, que, após reunião de Direcção realizada na terça-feira, concluiu que "não vê qualquer inconveniente na cedência do Estádio da Madeira" ao Marítimo.

O clube "alvinegro", que anunciou os princípios da cedência em comunicado no seu site oficial, determinou que a "organização logística de todo o espectáculo será da responsabilidade do Nacional da Madeira".

Neste caderno de encargos, o Nacional mantém os camarotes privados, reserva para si 54 dos 162 lugares do camarote presidencial, bem como a titularidade dos proprietários dos bares de apoio.

Também a receita do parque de estacionamento fica entregue ao Nacional, que reserva ainda a publicidade estática do estádio.

O Nacional pretende ainda que seja criada uma comissão de organização conjunta para os jogos, tendo já nomeado para o efeito Rui Sá e Margarida Camacho.

O clube presidido por Rui Alves cede ao Marítimo a responsabilidade pelas forças de segurança presentes no Estádio e o serviço de "catering" e bar da tribuna presidencial.

Contactado pela Agência Lusa, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, agastado, não quis se alongar em comentários face a esta deliberação do Nacional da Madeira, afirmando apenas que "quem deve comentar é o senhor secretário Regional da Educação e Desporto".

A deliberação do Nacional foi enviada ao presidente do Governo Regional e aos secretários regionais da Educação e Desporto e das Finanças.

A questão nasceu com o apuramento, inesperado, do Marítimo à Liga Europa, numa ocasião em que o seu Estádio (Barreiros) está a ser alvo de uma profunda remodelação e, portanto, inapto perante as exigências da UEFA.

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