O treinador Julen Lopetegui considerou ter sido injusto o despedimento da seleção espanhola de futebol, a dois dias de se estrear no Mundial2018, e admitiu que foram dias muito duros os que viveu.

“Foi um momento muito duro e nunca o vou esquecer, porque foi uma surpresa. Senti que foi injusto. Foi uma experiência muito difícil”, assinalou o treinador espanhol, em entrevista à cadeia televisiva britânica BBC.

Lopetegui não chegou a orientar a Espanha no Mundial de 2018, disputado na Rússia, ao ser despedido a dois dias da estreia da seleção, frente a Portugal (3-3), depois de virem a público notícias de que tinha assinado pelo Real Madrid.

“Não dormi. Não sabia nem onde estava. Um dia estava na Rússia, a preparar o Mundial, e no seguinte estava no Santiago Bernabéu, com a minha nova equipa. Foi duro quando me disseram que tinha de deixar o Mundial, era um sonho para o qual tinha trabalhado muito”, justificou o antigo técnico do FC Porto.

No Real Madrid, a época também foi dura para o treinador, de 52 anos, que no final de outubro foi afastado do comando dos ‘merengues’ devido aos maus resultados, um dia depois de ser goleado pelo FC Barcelona (5-1) e quando estava em nono lugar.

Depois de iniciar a época com uma derrota na Supertaça europeia diante do Atlético Madrid (4-2 após prolongamento), o Real Madrid ainda venceu cinco de seis jogos, mas, a partir do final de setembro, perdeu quatro e empatou um.

“Tens a esperança de ter tempo para encontrar uma solução, porque estas coisas acontecem durante uma época. Estávamos convictos que isso ia acontecer [encontrar a solução]. Não tive tempo, é a melhor forma para explicar”, justificou.

Ainda assim, Lopetegui diz não guardar nenhum rancor aos responsáveis clube.

“Nunca direi uma palavra má em relação ao Real Madrid. Treinar uma equipa assim é uma experiência fantástica para qualquer treinador”, disse.

O espanhol, atualmente sem clube, iniciou a carreira de treinador no Rayo Vallecano, antes de assumir os escalões de formação da seleção espanhola. Em 2014/15 chegou ao FC Porto e na época seguinte também acabou despedido, em janeiro de 2016.

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