As autoridades judiciais espanholas abriram uma mega-investigação envolvendo vários agentes de futebol, suspeitos de crimes fiscais e lavagem de dinheiro. Fali Ramadani, representante de Jovic (ex-Benfica), Savic e Jovetic é um dos suspeitos, tal como o seu sócio, o ex-guardião Nicola Damjanac, ambos acusados de terem defraudado o fisco espanhol em 10 milhões de euros. No total, são cinco os empresários que estão sob escrutínio das autoridades espanholas.

Diz o jornal 'El Pais' que os empresários investigados terão utilizado o clube Apoel Limassol, do Chipre, para não pagarem impostos sobre transferências de jogadores. Escreve o jornal que os empresários representantes de jovens promessas do futebol sérvio, romeno e de outros países europeus, ofereciam estes mesmos jogadores a outros emblemas. Depois, através de um complexo esquema onde o APOEL Limassol, do Chipre desempenhava um papel-chave, conseguiam não pagar impostos dos montantes auferidos nas transações. O último passo era branquear esses montantes, através da compra de vivendas de luxo na costa de Maiorca.

De acordo com o 'El Pais', a Guardia Civil já solicitou vários documentos a emblemas da primeira e segunda ligas espanholas sobre os jogadores representados por Ramadani. Entre os contratos pedidos, estão os de Jovic (Real Madrid), Nikola Kalinic, Stefan Savic (ambos do Atlético de Madrid), Stevan Jovetic, Yevhen Konoplyanka (os dois do Sevilha), Charly Musonda (Betis), Haris Seferovic (agora no Benfica mas jogou na Real Sociedad em 2013/2014), Nemanja Radoja (Celta), Ante Coric (Sporting de Gijón), Stefan Scepovic (Málaga), Armando Sadiku (Levante) e Sasa Zdjelar (Mallorca), entre outros.

Por enquanto não foi imputado qualquer crime aos clubes e jogadores mencionados.

Esta operação foi desencadeada em 2017 e, diz o 'El Pais', começou graças aos documentos revelados pelo 'Football Leaks'. A justiça espanhola está a trabalhar com a Europol neste caso. Foi a compra de um apartamento de luxo e ainda a aquisição de um terreno para construir outra vivenda na localidade de Calviá, Maiorca, que chamou a atenção das autoridades espanholas.

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