O instrutor do processo de inquérito que foi aberto pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) ao jogo Deportivo da Corunha-Fuenlabrada, da II Liga espanhola, propôs ao Comité de Competições a derrota da equipa de Madrid.

Segundo a decisão a que a agência EFE teve hoje acesso, o instrutor Ricardo Díaz Sánchez concordou em conceder uma audiência sumária ao Fuenlabrada até ao meio-dia de sexta-feira, para que o clube remeta toda a documentação do processo.

Na semana passada, a RFEF abriu um inquérito disciplinar ao Fuenlabrada, depois de o Conselho Superior do Desporto ter considerado que o clube madrileno incumpriu com as normas sanitárias na visita ao Deportivo da Corunha.

O organismo informou que recebeu "denúncias de vários clubes da II Liga espanhola, face à situação ocorrida antes da partida entre o Fuenlabrada e o Deportivo", que foi adiada, devido aos vários casos de COVID-19 entre o corpo técnico e jogadores dos madrilenos.

Em 20 de julho, o encontro entre o Deportivo da Corunha e o Fuenlabrada, da 42.ª e última jornada da II Liga de futebol, foi cancelado, após terem sido detetados vários casos de COVID-19 na comitiva da formação de Madrid.

A Liga espanhola de futebol (LaLiga) comunicou que a primeira eliminatória do 'play-off' de subida à primeira divisão foi adiada, até que fique resolvido o caso que envolve o Deportivo e o Fuenlabrada.

O apuramento está em suspenso devido aos 28 casos positivos de COVID-19 no Fuenlabrada e à indefinição da última equipa, de um total de quatro, no 'play-off', pelo facto de a última jornada da segunda divisão não ter ficado completa.

A formação galega já não tem hipóteses de manutenção, mas recorreu às instâncias disciplinares sobre este adiamento, enquanto o Fuenlabrada, oitavo colocado, ainda pode chegar ao sexto lugar e, assim, disputar o 'play-off' de subida ao principal escalão.

Espanha é um dos países mais afetados do mundo pelo novo coronavírus, com 28.443 mortos e mais de 285 mil casos de infeção confirmados.

A pandemia de COVID-19 já provocou mais de 667 mil mortos e infetou mais de 17 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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