O avançado do FC Barcelona Ansu Fati, nascido na Guiné-Bissau e detentor de nacionalidade espanhola desde setembro, já pode representar as seleções espanholas, depois de a FIFA ter notificado hoje a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

A federação espanhola, que considera que a autorização da FIFA chegou na melhor altura, passa a poder contar com uma das mais recentes pérolas do futebol, um dia depois de ter ficado excluído dos convocados do Mundial de sub-17, que decorre de 26 de outubro a 17 de novembro, no Brasil.

A RFEF informou que a FIFA a notificou "nas últimas horas", depois de ter recebido “toda a documentação solicitada”, permitindo que Ansu Fati possa ser selecionado por Espanha.

Ansu Fati nasceu na Guiné-Bissau em 2002 (16 anos) e mudou-se para a Andaluzia aos seis anos de idade. Após dar os primeiros passos futebolísticos no Sevilha, foi contratado pelo FC Barcelona e, no início desta temporada, chegou à primeira equipa.

Ansu Fati tornou-se em 31 de agosto, em Pamplona, o jogador mais jovem a marcar pelo Barcelona na Liga espanhola, com 16 anos e 304 dias, destronando o hispano-sérvio Bojan Krkic, numa lista de precocidade em que o ‘astro’ argentino Lionel Messi surge em terceiro lugar.

Em 20 de setembro, o Conselho de Ministros aprovou a proposta da ministra da Justiça, Dolores Delgado, e a atribuição, por decreto real, da nacionalidade espanhola, na sequência de um pedido submetido pela RFEF e apoiado pelo Conselho Superior de Desportos (CSD).

Em 2013, Ansu Fati deixou os escalões de formação do Sevilha para assinar pelo Barcelona, com o qual tem um contrato de acordo com a legislação da FIFA prevista para menores de idade até 2022, com uma cláusula de rescisão de 100 milhões de euros.

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