A Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB) adiou para data a indicar a realização de eleições para a escolha do novo presidente da instituição, disse hoje Bacar Camará, membro do comité executivo do órgão.

As eleições tinham sido marcadas para 25 de julho e no mesmo dia foram adiadas, alegadamente, devido ao facto de a sala onde deveriam decorrer ser exígua, tendo em conta as exigências do Alto-Comissariado para Luta Contra a Covid-19.

A comissão organizadora das eleições, liderada por Lino Lopes, disse, na altura, que o pleito ia ter lugar em 08 de agosto, o próximo sábado.

Em comunicado, a Federação refere agora que já não vai ser assim e que vai realizar no dia 07 de novembro um novo congresso extraordinário e daí marcar a data das eleições para escolha do novo presidente da instituição.

O comunicado refere que o procedimento decorre das orientações da FIFA, que instou a FFGB a respeitar os estatutos da agremiação guineense no que respeita à organização de um congresso extraordinário.

De acordo com Bacar Camará, os estatutos da FFGB recomendam que a data das eleições deve ser marcada com, pelo menos, 90 dias de antecedência após o congresso.

Bacar Camará destacou também que a FIFA orientou a comissão eleitoral a manter as candidaturas aprovadas para o escrutínio que deveria ter tido lugar no dia 25 de julho.

O presidente cessante e candidato a um terceiro mandato na FFGB, Manuel Lopes, vulgo Manelinho, é um dos seis concorrentes ao cargo, embora tenha sido suspenso pelo Comité de Ética da FIFA por um período de 10 anos.

Manelinho, que foi acusado de falha grave na proteção à integridade física e moral de um homem que estava a ser atacado por populares num bairro de Bissau, anunciou que vai recorrer da suspensão junto do Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) que considera de injusta.

Instado sobre se os sucessivos adiamentos da eleição na FFGB não será uma estratégia para permitir que Manelinho possa concorrer após o recurso, Bacar Camará disse que "uma coisa não tem nada a ver com a outra".

"Somos legalistas, estamos apenas a cumprir com as orientações da FIFA e aos estatutos da federação", observou Camará, que é também mandatário de Manelinho na corrida eleitoral.

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