O movimento ‘Futebol Sem Género' reuniu-se hoje com a secretária de Estado para a Cidadania e a Igualdade, Rosa Monteiro, para vincar a sua posição contra o limite salarial que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) tinha proposto.

Na reunião, que foi agendada ainda antes de a FPF voltar atrás na sua decisão de estabelecer este teto salarial de 550 mil euros, esteve presente a jogadora do Famalicão Solange Carvalhas, que, à saída do encontro, disse à Lusa que foi uma "reunião produtiva".

"Viemos falar não só desta questão, mas também de outras que no futebol feminino é preciso implementar. Nesse sentido, a reunião correu bem, foi muito produtiva e conseguimos um ‘feedback’ positivo", disse a jogadora à saída do encontro com Rosa Monteiro.

A atleta, que também já passou pelo Sporting, onde assumiu o papel de capitã de equipa, diz que apesar do recuo da FPF em impor um teto salarial ao futebol feminino, o movimento vai "continuar atento".

"Vamos aguardar o novo regulamento, que vai sair a 01 de julho, pois o comunicado emitido pela FPF dizia que iria ser encontrada uma alternativa ao teto salarial, com os mesmos objetivos. Vamos estar alerta para esse tema e outros, pois sempre que surgirem lutas deste género vamos estar aqui para ajudar as jogadoras", frisou.

A proposta em causa constava no regulamento do campeonato de 2020/21, no artigo 93, ponto 1: "Face às circunstâncias excecionais decorrentes da pandemia COVID-19 e à necessidade de garantir o equilíbrio dos clubes e a estabilidade da competição, é estabelecido o limite máximo de 550 mil euros para a massa salarial das jogadoras inscritas na temporada 2020/21. Entende-se por massa salarial do plantel a soma dos salários e/ou subsídios declarados no contrato de cada jogadora."

Contudo, num comunicado emitido poucos dias depois de ter sido conhecida esta proposta, a FPF deu nota da retirada dessa medida, garantindo que a "norma do limite orçamental não constará da proposta final".

As jogadoras de futebol feminino em Portugal criaram o movimento 'Futebol Sem Género' contra o limite salarial que a FPF tinha estabelecido aos planteis do principal escalão, que acusavam de ser "discriminatório".

O campeonato feminino de futebol terá mais oito equipas na próxima época, de 2020/21, passando de 12 para 20 clubes, informou em 06 de maio a FPF.

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