As comemorações de golos que desrespeitem o imperativo sanitário de distanciamento social não vão ser sancionadas na Alemanha, disse hoje um porta-voz da liga, após o abraço de dois futebolistas do Hertha Berlim no regresso do campeonato.

“Para as comemorações, apenas foram dados conselhos, pelo que não pode haver sanções”, disse o responsável, após as cinco primeiras partidas que marcaram o retorno da competição, à 26.ª jornada, depois da interrupção forçada pela COVID-19.

A forma de celebrar um golo “não faz parte” do protocolo médico da organização implementada pela liga germânica para permitir o retorno do campeonato, o primeiro a recomeçar na Europa apesar da pandemia do novo coronavírus.

Hoje, foi possível ver celebrações distintas como felicitar batendo os cotovelos ou o belga Dedryck Boyata a beijar o rosto do companheiro Marko Grujic do Hertha Berlim após o primeiro golo contra o Hoffenheim, contudo, a maioria dos futebolistas respeitou as indicações.

"Espero que as pessoas entendam. Evitar (celebrar) é apenas uma indicação. Testamos seis vezes negativo para o coronavírus, a última vez na sexta-feira. As emoções também fazem parte do jogo, caso contrário não temos necessidade de competir”, argumentou o treinador do Hertha, Bruno Labbadia.

A liga alemã apresentou um documento de 51 páginas que convenceu as autoridades, as regiões e o governo federal a reatar o futebol, à porta fechada.

Nesse dossier, estava especificado que deveriam ser evitados contactos com as mãos para comemorar os golos, aconselhando que se privilegiasse “toques com o cotovelo ou o pé”.

Devido à pandemia de COVID-19, alguns campeonatos de futebol, como França, Países Baixos e Bélgica, foram cancelados, enquanto outros países preparam o regresso à competição com fortes restrições, como sucede com Inglaterra, Itália, Espanha e Portugal, que tem o reinício da I Liga previsto para 04 de junho.

O futebol na Alemanha tem sido encarado como um ‘balão de ensaio’ na retoma das competições e quando a pandemia do novo coronavírus ainda atinge países por todo o mundo.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 307 mil mortos e infetou mais de 4,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios.

Mais de 1,6 milhões de doentes foram considerados curados.

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