Um grupo composto por oito das principais equipas mundiais anunciou hoje a criação de uma associação, que funcionará como interlocutor entre os clubes e a FIFA, para discutir, entre outros temas, as eventuais alterações ao Mundial de clubes.

Um dos principais objetivos da Associação Mundial de Clubes de Futebol (WFCA), que é liderada pelo presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, passa por dialogar com a FIFA, relativamente ao novo formato do Campeonato do Mundo de Clubes, o qual será implementado a partir de 2021.

“O Mundial de clubes deve ser uma competição que permita o desenvolvimento do futebol a nível de clubes em todo o mundo. Temos muita vontade de manter uma estreita cooperação com a FIFA para elevar o futebol de clubes a outro nível”, disse Florentino Pérez, após a reunião com a FIFA.

Já o presidente da FIFA, Gianni Infantino, salientou, em comunicado, que “a opinião de clubes de todos os continentes foi ouvida”: “Se o futebol quiser continuar a ser a principal modalidade a nível mundial, temos de falar em conjunto e de forma aberta sobre os desafios e os problemas da modalidade, mas também sobre as grandes oportunidades que temos pela frente.”

A partir de 2021, o Campeonato do Mundo de Clubes, que atualmente é disputado por sete equipas, vai incluir 24 formações, pelo menos oito europeias, e realizar-se-á a cada quatro anos, em substituição da Taça das Confederações, a prova que juntava as seleções vencedoras dos campeonatos dos respetivos continentes.

A nova versão do Mundial de clubes, que arranca em junho de 2021, na China, não conta com o apoio do órgão dirigente do futebol europeu, a UEFA, e a Associação Europeia de Clubes, que já disseram que vão boicotar o novo modelo da prova.

A Associação Mundial de Clubes de Futebol (WFCA), sediada em Zurique, na Suíça, junta os oito clubes fundadores em representação de todos os emblemas mundiais: AC Milan (Itália), Real Madrid (Espanha), Boca Juniors e River Plate (Argentina), Club América (México), Guangzhou Evergrande (China), TP Mazembe (República Democrática do Congo) e Auckland City (Nova Zelândia).

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