Depois de Balotelli ter ameaçado abandonar o relvado no último domingo, devido aos insultos racistas de que estava a ser alvo pelos adeptos do Verona (no Hellas Verona - Brescia), o clube foi punido com o encerramento do setor do estádio de onde foram proferidos os insultos durante um jogo e o próprio clube decidiu expulsar o líder dos adeptos radicais do Verona até 2030.

Com estas punições, os ultras do Brescia, clube do italiano, emitiram um comunicado onde sairam em defesa... os ultras do Verona criticando ainda o jogador da sua equipa que foi alvo dos insultos na última partida do clube.

"Não temos duvidas que Balotelli é italiano - mesmo um Bresciano, mas a arrogância que continua a ter é injustificável", dizem em comunicado, reproduzido pela Sky Sports.

"Se Balotelli não estava psicologicamente preparado para os adeptos do Verona, num jogo tão importante para a nossa cidade e para o nosso treinador que tentava manter o seu trabalho, então devia de ter ficado de fora do jogo. Nenhum de nós teria ficado chateado, muito pelo contrário", continuam num ponto do comunicado em que já tinham saído em defesa dos ultras do Verona.

"As declarações pessoais de um dos lideres dos Verona Curva (claque do Verona) não podem justificar a 'caça as bruxas' que está a ser levada a cabo pelos media e pelas instituições, numa tentativa para criminalizar e destruir todo o mundo Ultra. (...) Bases de fãs inteiras não podem ser consideradas racistas, mas o racismo existe e é várias vezes usada para criar o pânico na opinião pública. Esta linguagem é utilizada cada vez mais pelo público e por figuras politicas, mas claro que ninguém pensa em bani-los por causa de um código de ética", afirmam.

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