Crónica de Elisabete Jacinto

18-04-2017 16:15

Hoje entrámos realmente no deserto

A piloto portuguesa descreve aos utilizadores do SAPO Desporto as suas aventuras no mundo das corridas.
Elisabete Jacinto
Foto: @Elisabete Jacinto

Elisabete Jacinto

Por Elisabete Jacinto sapodesporto@sapo.pt

As paisagens vão mudando ao longo dos quilómetros que vamos fazendo assim como a qualidade e a largura da estrada.

Desta vez o vento vêm-nos acompanhando e com ele uma tempestade de areia que ao chegar ao acampamento aumentou significativamente. A areia no ar complica imenso a visibilidade e o trabalho dos mecânicos torna-se efectivamente difícil. A distribuição dos camiões de assistência desta vez está organizada em ilhas de forma a minimizar o vento.

Mal se chega ao segundo dia toda a gente tem um ar descuidado cheio de pó e normalmente o aspeto não muda até ao final da corrida…

A nossa chegada foi feita mesmo dentro do acampamento o que a tornou mais bonita. Fazer a refeição é o passo seguinte e o Jorge, que tinha comprado legumes num medrado de aldeia algures pelo caminho, tinha já uma extraordinária salada feita...se não fosse o vento que a pulverizava de areia era perfeita.

A etapa de hoje foi rápida e muito técnica. Hoje não tivemos nenhum problema significativo e posso até dizer que correu tudo bastante bem. Acelerámos o mais que pudemos e fizemos um bom trabalho. Amanhã vamos para o Erg Chegaga, talvez o mais complicado de Marrocos e com isso damos início aos três dias de areia deste rali.

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