Futebol/Boa Vista

11-07-2014 07:41

Antigo presidente do Sporting inconformado com o abandono da sede do clube

O “velho Dionísio” exorta a família leonina a unir-se em torno do clube para “resgatar o seu património maior, a sede social e retribuir a dignidade ao Sporting da Boa Vista”.
Boa Vista
Foto: Fernando Tavares

Antigo presidente do Sporting inconformado com o abandono da sede do clube

Por SAPO Desporto c/Inforpress sapodesporto@sapo.pt

O antigo presidente do Sporting Clube da Boa Vista não se conforma com o facto de a sede social do clube continuar de portas encerradas, há cerca de um ano, e clama por uma assembleia que reponha uma nova equipa directiva.

Dionísio Alfredo Livramento, 71 anos, quem presidiu o clube leonino de Sal-Rei nos finais de 1970 e início de 80, disse à Inforpress que não se conforma “com o desleixo e abandono a que a sede do Sporting foi votado”, alegando tratar-se de um património construído há décadas e que vinha desempenhando um papel de extrema relevância na vida deste clube.

Explicou que a sede passou por um conflito judicial envolvendo o clube e um rendeiro, com o Tribunal da Boa Vista a ordenar o fecho deste património antes de sentenciar a retribuição da chave à direcção do Sporting.

Só que, segundo disse, desde a restituição da chave, as portas continuam encerradas com o “património a dar claros sinais de abandono e decadência, o que parece um paradoxo, já que o clube está a passar por dificuldades financeiras”.

Dionísio Livramento afirma que o Sporting, assim como o Sal-Rei afiguram-se como os clubes mais antigos da “Ilha das Dunas”, mas que o emblema leonino corre o risco de perder o seu estatuto, já que “sem exploração da sede”, o clube dificilmente terá recursos para continuar com a sua equipa de futebol.

“Na minha gestão, a gente tinha uma estrutura bem montada, os associados pagavam as suas quotas, havia muita animação e é ali que os jogadores concentravam e preparavam os jogos do campeonato de futebol”, explica o antigo líder dos “leões de Sal-Rei”.

Dionísio Livramento explicou ainda, que a sede vinha funcionando como a maior fonte de receita do clube, alegando que para além de servir de “ponto de encontro obrigatório” da família sportinguista, que se reunia em actividades recreativas, culturais e desportivas, o espaço era alugado também a terceiros para serviços de bares e actividades culturais, sobretudo em datas marcantes como o fim-do ano.

Conteúdo publicado por Sportinforma